Mentha x piperita – Alevante

Nome Cientifico:

Mentha x piperita L.

Nome Popular:

Hortelã, hortelã-pimenta, menta, menta-inglesa, hortelã-apimentada, hortelã-das-cinzinhas, sândalo.

Parte Utilizada:

Folhas

Posologia:

  • Planta seca: 1-3g, 3x ao dia (1)
  • Tintura: (1:5, 45% etanol): 2-3mL, 3x ao dia. (1)
  • Extrato seco:

Contraindicações / Toxicidade:

  • Pessoas sensíveis ou alérgicas ao mentol – Pode gerar dor de cabeça, prurido, coriza, asma e arritimias.(1)
  • Não utilizar o óleo essencial em crianças menores que 3 anos (1)
  • Doses de 1g/kg de óleo essencial pode ser fatal. (1)
  • Altas doses do óleo essencial podem causar estimulação do SNC. (1)

Principais Indicações:

  • Rinite alérgica
  • Efeito carminativo
  • Síndrome do intestino irritável – SII
  • Dispepsia
  • Distúrbios biliares
  • Cefaleia

Rinite Alérgica:

Foi visto que administração oral do extrato de M. piperita em ratos inibiu os sintomas nasais e a permeabilidade vascular nasal induzida porção antigênica, sugerindo a eficácia dessa planta no tratamento clinico da rinite alérgica. (1)

Efeito Carminativo:

Estudos clínicos com a M. piperita avaliaram os efeitos sobre o trato gastrointestinal, e observaram que a atividade carminativa é decorrente da diminuição do tônus da musculatura lisa, o que facilita a eliminação dos gases. (1)

Distúrbios biliares:

(+Sobre os sais biliares)

Estudos clínicos com a M. piperita avaliaram os efeitos sobre o trato gastrointestinal, e observaram a estimulação da liberação de bile, atuando sobre o metabolismo dos lipídeos. (1)

Síndrome do intestino irritável:

(+Sobre a SII)

Dois trabalhos avaliaram o uso de capsulas de liberação entérica de M. piperita, 1 a 2 capsulas 3x ao dia por 4 semanas, revelando que os grupos tratados tiveram uma redução significativa dos sintomas (dor, inchaço abdominal, flatulências e diarreias) (1)

Outro estudo com 1 a 2 capsulas de revestimento entérico de M. piperita de 187mg, 3x ao dia por duas semanas mostrou que 75% do grupo tratado obtiveram uma redução dos sintomas, incluindo a dor. (1)

Por fim, uma pesquisa realizada em Taiwan, demonstrou que a administração oral do óleo de M. piperita, em revestimento entérico, 3-4x ao dia por um mês promoveu a redução da distinção abdominal, da frequência da evacuação e da flatulência em relação ao grupo placebo. (1)

De 8 estudos sobre a M. piperita, somente 2 não encontraram resultados na SII. (1)

Dispepsia:

Um estudo avaliou pacientes com dispepsia crônica, comparando a metoclopramida e uma preparação comercial chamada “lomatol”, nesse estudo o fitoterápico foi utilizado por 2 semanas, sendo os resultados estatisticamente significantes e superiores ano controle dos sintomas, havendo ainda menos reações adversas do que a metoclopramida. (1)

Cefaleia:

(+Sobre a enxaqueca)

Um estudo observou que o óleo essencial a 10%, aplicado topicamente na testa foi efetivo na redução da cefaleia, sendo tão potente quanto 1g de paracetamol administrado por via oral, sendo seu efeito associado principalmente ao mentol. (1)

Principais Compostos:

  • Óleo essencial – composto por, mentol (33-60%), mentona (15-32%), isomentona (2-8%), eucaliptol (5-13%) e etc…
  • Flavonoides – eriocitrina e ácido rosmarinico (59-67%), luteolina (7-12%) e hesperidina (6-10%) e etc…

Referências Bibliográficas:

1- Saad G de azevedo, Léda PH de oliveira, Sá I manzali, Seixlack AC. Fitoterapia Contemporânea – Tradição e Ciencia na pratica Clínica. 2a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2016. 441 p.