Anticoncepcional

Última Atualização: 31/08/2021

A administração de estrogênio ou progesterona, desde que nas quantidades apropriadas durante a primeira metade do ciclo mensal, pode inibir a ovulação. (1)

Isso porque esses hormônios evitam o pico pré-ovulatório da secreção de LH pela hipófise, que é essencial a ovulação. (1)

Apesar de ainda não estar esclarecido acredita-se que momentos antes do pico, possa ocorrer uma depressão súbita da secreção de estrogênio pelos folículos ovarianos, que seria o sinal necessário de feedback levando ao pico de LH. (1)

Mulheres com distúrbios menstruais podem se beneficiar de  contraceptivos. (2)

Alguns estudos tem sugerido que pequenas doses de contraceptivos podem prevenir a perca óssea em mulheres na  pré-menopausa. (2)

A amenorreia e a deficiência de estrógeno já foram associadas  com o aumento da reabsorção óssea e osteoporose. (2)

Hormônio sexuais já se mostraram capazes de interferir no apetite e em funções metabólicas.

Estradiol em animais foi capaz de inibir a alimentação enquanto a progestina foi capaz de estimular o apetite. (2)

A progestina pode interferir no metabolismo dos carboidratos, diminuindo a sensibilidade à insulina. (2)

Em mulheres pós-menopausa, a administração de estrógeno foi capaz de reduzir a oxidação lipídica pós prandial e aumentar a massa gorda. (controverso). (2)

Contraceptivos podem ser recomendados a atletas, principalmente para aquelas que se encontram com a tríade da mulher atleta. Foram  vistos  poucos prejuízos na performance, sendo considerado uma excelente forma de tratamento. (2)

Referências bibliográficas:

1- Hall JE, Guyton AC. Tratado de Fisiologia Médica. 13a. Rio de Janeiro: Elsevier; 2017. 1–1176 p.

2- Rickenlund A, Carlström K, Ekblom B, Brismar TB, Von Schoultz B, Hirschberg AL. Effects of oral contraceptives on body composition and physical performance in female athletes. J Clin Endocrinol Metab. 2004;89(9):4364–70.