Aterosclerose – Tratamento, terapia nutricional, suplementação, fisiopatologia…

Última Atualização: 06/10/2020

Diagnóstico:

O inicio do diagnostico se dá pelo histórico familiar e pessoal. (3)

Se é muito utilizado também:

  • Ultrassonografia – avaliando as artérias de grosso calibre (3)
  • Angiografia com contraste (3)

Alterações bioquímicas:

  • HDL – Diminuído (1,2)
  • LDL – Elevado  (1,2)
  • Colesterol total / HDL >5 (Indicador de risco DCV) (1,2)

É importante ressaltar que o LDL apresenta a situação aguda, porém, a aterosclerose é formada ao longo de anos, por isso, a normalização do LDL não significa que não há mais risco. (3)

Outra discussão importante é que o HDL apesar de seus níveis baixos serem fator de risco para a aterosclerose, sua proteção por valores elevados tem sido debatida, pois aparentemente isso confere menos proteção do que se pensava. (3)

Objetivo do tratamento:

Tratamento médico:

 Farmacologia:

  • Estatinas

Estatinas:

(+Sobre Estatinas)

Fármacos como a estatina que inibem competitivamente a hidroximetilglutaril-coenzima A (HMG-CoA) redutase, reduzindo a síntese de colesterol e aumentando os receptores de LDL no fígado. (2,3)

Todas as guidelines concordam que o uso de estatinas é a primeira linha de tratamento para a diminuição e redução do LDL. (3) Sendo visto que a diminuição do LDL é proporcional a diminuição do risco de eventos cardíacos. (3)

Terapia nutricional:

Resumo:

  • Fibras – Farelo de Aveia
  • Estratégias antioxidantes e anti-inflamatórias
  • Emagrecimento
  • Redução do consumo de gorduras saturadas

Suplementação nutricional:

  •  

Orientações nutricionais:

  •  

Fibras:

(+Sobre Fibras Alimentares)

São agentes que se combinem com os ácidos biliares no trato gastrointestinal e impeça sua reabsorção pela circulação pode reduzir o colesterol circulante. (2)

Ex: Aveia.

Gorduras saturadas:

O desenvolvimento da aterosclerose também esta relacionado à dieta, sendo de modo especial, associada ao elevado consumo de gorduras saturadas. (1,2)

Outros tratamentos:

Atividade fisica:

O sedentarismo e a obesidade são fatores de risco para a aterosclerose, sendo assim, a atividade física é parte essencial do tratamento. (3)

Fisiopatologia:

Fatores de risco:

  • Idade (1)
  • Sexo Masculino (1)
  • Tabagismo (1,3)
  • Hipertensão (1,3)
  • LDL elevado (1,3)
  • HDL baixo (1)
  • Obesidade (1,3)
  • Diabetes Melitos (1)
  • Resistencia a insulina (1)
  • Sedentarismo (3)

Sintomas:

A maior parte das pessoas são assintomáticas por décadas, até quando há a limitação de 50-70% do fluxo das artérias, que é quando os sintomas começam a ocorrer. (3)

Fisiopatologia:

É uma doença das grandes artérias  que leva ao déficit funcional da função e da estrutura dos vasos devido a formação da placa aterosclerótica. (1,2)

Os principais mecanismos são: inflamação crônica, estresse oxidativo, e a deposição de lipídios, gerando uma disfunção endotelial com o remodelamento da parede arterial. (1,2,3)

A formação dessa placa pode evoluir para 3 condições: Doença cardíaca coronariana; o Acidente Vascular Cerebral – AVC; e Doença Vascular Periférica. (2)

A lesão do endotélio vascular aumenta a expressão de moléculas de aderência nas células endoteliais reduzindo sua capacidade de liberação de NO e outras substâncias protetoras. Após a lesão, monócitos e lipídios circulantes (LDL) começam a se acumular no local. Os monócitos se diferenciam de macrófagos que então ingerem e oxidam as lipoproteínas, adquirindo aspecto espumoso. Esses macrófagos se agregam no vaso sanguíneo e formam uma estria de gordura. (2)

Esse acumulo de macrófagos liberam substancias inflamatórias, liberando maior proliferação de músculo liso e  tecido fibroso na artéria, chegando as vezes obstruir completamente o vaso. (2)

O maior problema dessa condição não é o estreitamento do vaso devido a placa, mas o rompimento dessa placa, que leva a formação de trombo, bloqueando a luz vascular  em outros vasos menores, gerando o AVC.  (2)

Ela é considerada um transtorno metabólico  associado a anormalidades do metabolismo de lipídios e de carboidratos! (2)

A redução do LDL plasmático é capaz de diminuir eventos isquêmicos (2,3) E nesse sentido, o uso das estatinas é o tratamento primário. (3)

Acredita-se que a HDL são capazes de absorver cristais de colesterol que começaram a ser depositados nas paredes arteriais. Além disso, também se é postulado que elas são capazes de inibir  o estresse oxidativo prevenindo a inflamação dos vasos, de modo que pessoas que apresentam um proporção elevada entre HDL/LDL tem baixa probabilidade de desenvolver a aterosclerose. (2)

Referências bibliográficas:

1- Dominiczak M. Serie Carne e Osso Metabolismo. 1a. Rio de Janeiro: Elsevier; 2007. 244 p.

2- Hall JE, Guyton AC. Tratado de Fisiologia Médica. 13a. Rio de Janeiro: Elsevier; 2017. 1–1176 p.

3- Libby P, Buring JE, Badimon L, Hansson GK, Deanfield J, Bittencourt MS, et al. Atherosclerosis. Nat Rev Dis Prim 2019 51 [Internet]. 2019 Aug 16 [cited 2021 Aug 26];5(1):1–18. Available from: https://www.nature.com/articles/s41572-019-0106-z