Coenzima Q10 – CoQ10 – Metabolismo, suplementação, efeitos no organismo…

Última Atualização: 06/10/2020

A coenzima Q10 é uma molécula lipossolúvel, componente essencial da maioria dos sistemas vivos e parte integrante das mitocôndrias das células. Indicado em doenças cardiovasculares como insuficiência cardíaca, insuficiência coronariana, hipertensão arterial, prolapso da válvula mitral, síndrome da isquemiareperfusão, estenose aórtica, doenças periodontais, deficiências imunológicas, doenças neuromusculares, doenças pulmonares crônicas, tratamentos ortomoleculares como antioxidante e suplemento nutricional (já que com a idade diminui a sua concentração no organismo), indicada no tratamento de doenças degenerativas, cerebrovasculares, potente antioxidante. Dosagem usual: 100 mg a 200 mg ao dia (Pós Integrativa)

Alterações bioquímicas:

Suplementação:

Resumo:

  • Uso crônico, são necessárias 10 semanas para os efeitos.
  • Administração: CQ10 Solúvel. (maior biodisponibilidade)
  • Doses: 90 – 200mg/dia 1x ao dia junto a refeição.
  • A dose mais baixa tende a ter o melhor custo-benefício

Suplementação nutricional:

  • Idosos:
  • Fibromialgia

Orientações nutricionais (Orientações p/ seu paciente):

  •  

Efeitos Colaterais:

Alguns estudos reportaram coceira e pele avermelhada com o uso da COQ10.  (1)

Idosos:

A medida que as pessoas envelhecem a produção de citocinas pró-inflamatórias aumentam. Contudo, ocorre uma redução da síntese de CQ10 endógena, que pode ser suplementada e melhorada. (2)

Fibromialgia:

CQ10 parece ser capaz de reduzir os sintomas da fibromialgia.

Fisiologia:

Para se observar os efeitos da CQ10, foram necessárias 10 semanas de suplementação. (2)

A Coenzima Q10 – CQ10 ou Ubiquinona é uma benzoquinona lipossolúvel, antioxidante intracelular, que pode ser sintetizada endogenamente pelas células do corpo ou pode ser obtida naturalmente pela dieta. (2)

A CQ10 é responsável por manter as mitocôndrias, a membrana fosfolipídica, o LDL-C livre do dano oxidativo causado por radicais livres. (2)

Biodisponibilidade:

A CQ10 solúvel foi preferida devido a melhor absorção e maior aumento da concentração plasmática, resultando em uma maior biodisponibilidade. (2)

Inflamação:

CQ10 realiza um papel chave na respiração mitocondrial durante a produção de ATP. (2)

Em animais estudos já demonstraram efeitos anti-inflamatórios da COQ10. (2)

Alguns estudos demonstraram que  a suplementação de CQ10 diminuiu significativamente marcadores inflamatórios como CRP, IL-6, TNF-α. (2)  Porém, uma meta-analise encontrou uma redução apenas nos níveis de TNF-α, não encontra variação em outros valores. (1)

Apesar de ainda não haver um consenso sobre como a CQ10 diminui a inflamação, é proposto que isso ocorre com a diminuição da expressão de NF-kβ. (2) o NF-kβ pode ser ativado por espécies reativas de oxigênio,  sendo responsável pelo aumento da expressão de marcadores como TNF-α e IL-6. (1,2)

Lipoproteinas:

A CQ10 tende a ser uma referencia no tratamento da peroxidação lipídica.

Uma meta-analise recente mostrou que a suplementação de CQ10 reduziu as concentrações plasmáticas de lipoproteína (a), que já foi identificada como a carreadora dos fosfolipideos oxidados, envolvidos na piora do processo inflamatório. (2)

A modulação do perfil lipídico através da suplementação da CQ10 representa um oportunidade adicional para reduzir o risco cardiovascular geral. (2)

Referências bibliográficas:

1- Zhai J, Bo Y, Lu Y, Liu C, Zhang L. Effects of coenzyme Q10 on markers of inflammation: A systematic review and meta-analysis. PLoS One. 2017;12(1):1–11.

2- Fan L, Feng Y, Chen GC, Qin LQ, Fu C ling, Chen LH. Effects of coenzyme Q10 supplementation on inflammatory markers: A systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Pharmacol Res [Internet]. 2017;119:128–36. Available from: http://dx.doi.org/10.1016/j.phrs.2017.01.032