Dislipidemia – Fisiopatologia, tratamento, terapia nutricional, suplementação…

Última Atualização: 09/06/2021

Exames Bioquímicos:

  • Colesterol Total
  • HDL
  • LDL
  • Triglicerídeos
  • Índice de Castelli

Tratamento Farmacológico:

Esteróis e estanóis vegetais: Inibem efetivamente a absorção não apenas do colesterol da dieta, mas também da maior quantidade secretada na bile, reduzindo assim, o conteúdo   corporal total de colesterol e, consequentemente, a sua concentração plasmática. Isso pois os colesteróis não esterificados e outros esteróis são ativamente transportados das células da mucosa para o lúmen intestinal. (1)

Estatinas:

(+ sobre as estatinas)

Estudos com estatinas foram capazes de diminuir a mortalidade em pessoas com um risco cardiovascular aumentado, principalmente pela redução na mortalidade por doenças coronarianas. (2) Porém, essa evidência não significa que quanto menor o colesterol melhor, principalmente naquelas pessoas com risco baixo. (2)

As estatinas são a pedra fundamental da terapia de controle do LDL-C depois da mudança do estilo de vida. Elas agem Fármacos como a estatina que inibem competitivamente a hidroximetilglutaril-coenzima A (HMG-CoA) redutase, reduzindo a síntese de colesterol e aumentando os receptores de LDL no fígado. Sendo a pedra fundamental de controle do LDL, junto com o estilo de vida. (3,5,6)

Todas as guidelines concordam que o uso de estatinas é a primeira linha de tratamento para a diminuição e redução do LDL. (6,7,8,9) Sendo visto que a diminuição do LDL é proporcional a diminuição do risco de eventos cardíacos. (6)

  • Uma redução de 40mg/dl de LDL já significa uma redução de 12% na mortalidade. (3)
    • Alguns dos efeitos colaterais são: Elevação de enzimas hepáticas durante o uso; dores musculares; maior risco de diabetes e resistência a insulina; (3)

Outras opções de tratamento:

  • Fibratos: reduzem as concentrações de triglicerídeos (3)
    • Niacina: Eleva as concentrações de HDL (2g/dia) (3)
    • Ezetimiba: Reduz LDL, bloqueia absorção intestinal de colesterol (10mg/dia) (3)
    • Resina de troca de anions: Ligam os acidos biliares no intestino, aumentam a conversão  do colesterol hepático em acidos biliares, regulam positivamente  receptores de LDL. (3)

Terapia nutricional:

  • Redução de peso se necessário
  • Aumento do consumo de ômega-3
  • Aumento do consumo de fibras, principalmente as solúveis (Redução do LDL) (3)
  • Aumento no consumo de ácidos graxos monoinsaturados (3)
  • Diminuir consumo de CHO simples (3)
  • Perda de peso (3)
  • Restringir as gorduras saturadas a 7% do GET
Guideline ESC/EAS (9)

Suplementação Nutricional:

  • Ômega-3 – 2-4g/dia p/ hipertrigliceridemia.

Probióticos:

(+Sobre Microbiota)

Prescrição 1 (Murilo Pereira)

  • Nome comercial: Simcaps
  • 30 capsulas  – Tomar antes de dormir.
  • L. Acidophilus 2,5 x10^9 UFC
  • B. Lactis 2,5×10^9 UFC
  • Indicação: Redução de quadros de hipercolesterolemia.

Prescrição 2 (4)

  • L. Acidophilus. (4)
  • B. Lactis (4)
  • L. Plantarum (4)
  • VSL#3 (4)

Teoria:

Um estudo meta-análise, com resultados semelhantes a outras meta-analises, mostrou que o uso de probióticos foi capaz de diminuir os níveis de colesterol total no sangue (uma media de -13 mg/dL). Porém, estudos longos encontraram resultados melhores, levantando a hipótese de que no longo prazo o uso de probióticos possa ser ainda melhor. (4)

Estudos in vitro e in vivo já demonstraram que os probióticos apresentam características hipolipidemicas. (4)

Ômega-3:

(+ sobre ômega-3)

2 a 4g de Ômega 3 (EPA) para hipertrigliceridemia (Inibição da produção de VLDL , além de mecanismos anti-inflamatórios) (3)

Fisiopatologia:

  • Alterações no LDL, HDL, e colesterol são fatores de risco para DCV (3)
  • O HDL é uma proteína antioxidante e anti-inflamatória, responsável pela remoção  do colesterol das paredes das artérias e vasos sanguíneos. (3)
  • O LDL é o principal transportador de colesterol no sangue. (3)
  • A obstrução nas artérias tem como características presença de macrófagos carregados de colesterol ou células espumosas; proliferação de células musculares lisas com excesso de tecido conjuntivo; calcificação; ocorrências de tromboses (eventos finais da obstrução). (3)

Referências bibliográficas:

1- Rodwell V w., Bender DA, Bothan KM, Kennelly PJ, Weil PA. Bioquímica ilustrada de Harper. 30a. ArtMed; 2017. 817 p.

2- Yi SW, Yi JJ, Ohrr H. Total cholesterol and all-cause mortality by sex and age: a prospective cohort study among 12.8 million adults. Sci Rep [Internet]. 2019;9(1):1–10. Available from: http://dx.doi.org/10.1038/s41598-018-38461-y

3- Mahan LK, Escott-Stump S, Raymond JL. Krause Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 13a. Rio de Janeiro: Elsevier; 2012. 1227 p.

4- Wang L, Guo MJ, Gao Q, Yang JF, Yang L, Pang XL, et al. The effects of probiotics on total cholesterol. Med (United States). 2018;97(5).

5- Hall JE, Guyton AC. Tratado de Fisiologia Médica. 13a. Rio de Janeiro: Elsevier; 2017. 1–1176 p.

6- Libby P, Buring JE, Badimon L, Hansson GK, Deanfield J, Bittencourt MS, et al. Atherosclerosis. Nat Rev Dis Prim 2019 51 [Internet]. 2019 Aug 16 [cited 2021 Aug 26];5(1):1–18. Available from: https://www.nature.com/articles/s41572-019-0106-z

7- Reiner Ž, Catapano AL, De Backer G, Graham I, Taskinen MR, Wiklund O, et al. ESC/EAS Guidelines for the management of dyslipidaemias. Eur Heart J. 2011;32(14):1769–818.

8- Catapano AL, Graham I, De Backer G, Wiklund O, John Chapman M, Drexel H, et al. 2016 ESC/EAS Guidelines for the Management of Dyslipidaemias. Eur Heart J. 2016;37(39):2999-3058l.

9- Mach F, Baigent C, Catapano AL, Koskinas KC, Casula M, Badimon L, et al. 2019 ESC/EAS Guidelines for the management of dyslipidaemias: Lipid modification to reduce cardiovascular risk. Eur Heart J. 2020;41(1):111–88.