Doença diverticular – diverticulite – Fisiopatologia, recomendações nutricionais…

  • Refere-se ao desenvolvimento de evaginações na forma de saco na parede colônica. (1)
  • Inclui: dor abdominal, hábitos intestinais alterados, pode haver hemorragia diverticular e colite diverticular. (1)

Recomendações Nutricionais:

  • Ingestão de fibras aumentadas  25g a 38g / dia. (Fora da crise). O uso de suplementos pode ser benéfico, como o Psyllium e a Metilcelulose;
  • Durante as crises: Repouso intestinal, dieta baixa em resíduos, com aumento gradativo de fibra;
  • Ingestão de água;
  • Probióticos: ainda não há estudos suficientes que justifiquem sua prescrição, mas já cogitada como uma proposta de tratamento;
  • Dieta “anti-inflamatória”; apesar de ainda não ser consenso, a inflamação crônica parece estar ligada a doença;
  • Vit. D é um fator importante, devendo ter seu nível mantido > 25ng/mL

Obs: Após o quadro, é recomendado colonoscopia entre 4 e 8 semanas pós. (diagnostico de câncer de colon)

Recomendações Nutricionais em crise aguda – Diverticulite.

  • Os pacientes são colocados em repouso intestinal, sendo a dieta desenvolvida de acordo com parâmetros clínicos. (1)
  • Geralmente são iniciados dietas pobres em fibras (10g/dia)  podendo aumentar em até 5g por semana, visando um consumo alvo de 25g -35g. (1)

Fisiopatologia:

É uma doença predominantemente masculina, normalmente vista em pessoas acima de 50 anos, mas cada vez mais comum em jovens.

Acredita-se que a deficiencia de fibras  promove a formação de divertículos pela geração da baixa massal fecal e reduzido tamanho luminial. Nesse cenario, as forças peristálticas são transmitidas para a parede do colônica, em vez de para os conteúdos luminiais, o que causa hérnias e cria saculações nós pontos mais fracos da mucosa e da submucosa. (1)

Diverticulite é uma inflamação localizada no divertículo, acompanhada de distúrbios na motilidade intestinal, alterações na microbiota, alem de uma inflamação crônica de baixa intensidade.

Além do mau funcionamento intestinal (baixa ingestão de fibras e agua), a inflamação crônica gera uma hipertrofia muscular com um remodelamento do nervo entérico, que gera alterações na motilidade além de uma hipersensibilidade intestinal.

Os sintomas mais comuns: Vômitos, náuseas, febre, diarreia, constipação, dor abdominal, inchaço.

Estudos tem mostrado alterações na microbiota, havendo um supercrescimento de bactérias – SIBO – junto com a diminuição na diversidade, havendo uma predominância de proteobacterias.

Fatores de risco:

  • Dieta pobre em fibras e ricas em gorduras (1)
  • Sedentarismo
  • Obesidade / IMC elevado
  • Diabetes Mellitus
  • Dislipidemia
  • Cigarro / Álcool
  • Uso de drogas anti-inflamatórias não esteroides (NSAIDs), opioides e corticoesteroides

Referências Bibliográficas:

1- Ross AC, Caballero B, Cousins RJ, Tucker KL, Ziegler TR. Nutrição Moderna de Shills na Saúde e na Doença. 11a. São Paulo: Manole; 2016. 1642 p.