Estresse

O estresse é uma resposta natural do organismo. (2)

Pode ser induzido por fatores físicos (fome, sede, infecções) e/ou fatores psicologicos (percepção de risco, ansiedade ou preocupação), sendo chamado de fatores estressores. (2)

Estresse pode ser definido como uma experiência emocional negativa acompanhada de mudanças bioquímicas, fisiológicas e comportamentais. (1)

  • Alguns estudos já associaram deficiências como Vit. D, Niacina, Folato, Vit. B6, B12 e Omega-3 à maior suscetibilidade a estresse e depressão. (1)
  • Polimorfismos no gene do receptor de glicocorticoides, que são associados com uma maior secreção basal de cortisol também pode aumentar a suscetibilidade para o estresse. (1)

No longo prazo foi visto que o estresse é uma condição patológica que pode prejudicar a concentração a memoria, além de desordens psiquiátricas como depressão, esquizofrenia e estresse pós traumático (PTSD). (2)

O estresse crônico é relacionado a uma maior ativação do eixo Hipotálamo-Pituitária-Adrenal – HPA, além de uma maior atividade simpato-adrenal e um humor negativo, causando o “comer emocional”. Enquanto o eixo HPA resulta em uma maior liberação de cortisol,  a ativação simpato-adrenal  libera adrenalina e noradrenalina no sangue. (1)

Estudos tem demonstrado associação entre  “estresse percebido” com o  ganho de peso e com o acumulo de gordura abdominal, sendo que a ansiedade tem mostrado uma relação dose-resposta com esse acumulo. (1)

Apesar de o estresse não gerar alterações na percepção de apetite, houve um aumento na ingestão calórica. Havendo também durante uma “tarefa estressante” um aumento nos níveis de cortisol, glicose e insulina no sangue. (1)

                Esse aumento do consumo calórico é explicado em parte por uma maior ativação  cerebral da área de “recompensa”. (1)

A elevação crônica do eixo HPA pode promover um acumulo de gordura abdominal, assim como aumentar o peso corporal devido ao aumento do cortisol. Que não só influencia nisso, mas no diabetes tipo2, hipertensão, dislipidemia, e doenças cardiovasculares. (1)

O aumento do eixo HPA também influencia no sono, gerando um sono mais leve com maior numero de interrupções no sono. Mas não só o  estresse gera prejuízos no sono, como o sono em si pode ser um fator estressante. (1)

Estudos encontraram que a privação de sono por duas noites foi associada ao aumento de 21% do cortisol. (1)

A má qualidade do sono também teve influencia no estresse e no ganho de peso. (1)

A privação de sono, principalmente em adolescentes foi associada a um maior consumo energético. Que pode ser explicado por mudanças na regulação do apetite, e hormônios como a leptina, grelina e GLP-1. (1)

Recomendações Nutricionais:

Resumo:

  • A combinação de vitaminas do complexo B junto com cálcio, magnésio mostrou efeitos benéficos no estresse, ansiedade e no humor percebido. (1)
  • Houve uma melhora em pacientes com depressão com a suplementação de Omega-3. (1)
  • A inclusão de fontes de triptofano foi capaz de reduzir o estresse agudo e a resposta do eixo HPA. (1)

Suplementação Nutricional:

Alimentos interessantes:

Fitoterapia:

  • Passiflora incarnata

Passiflora incarnata:

(+Sobre a passiflora)

Um estudo em ratos demonstrou que o uso de longo prazo da Passiflora incarnata foi correlacionado com níveis diminuídos de estresse e consequentemente, um aumento na motivação para agir e na atividade motora. (2)

Referências bibliográficas

1- Geiker NRW, Astrup A, Hjorth MF, Sjödin A, Pijls L, Markus CR. Does stress influence sleep patterns, food intake, weight gain, abdominal obesity and weight loss interventions and vice versa? Obes Rev. 2018;19(1):81–97.

2- Janda K, Wojtkowska K, Jakubczyk K, Antoniewicz J, Skonieczna-żydecka K. Passiflora incarnata in neuropsychiatric disorders— a systematic review. Nutrients. 2020;12(12):1–17.