Fitoterapia – Conceitos básicos

Última Atualização: 17/05/2021

Conceito:

É caracterizada como uma forma terapêutica utilizando plantas medicinais,  nas mais variadas formas farmacêuticas, sem a utilização de substancias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal. (1)

No Brasil, um medicamento só será considerado fitoterápico se em sua composição não apresentar somente um ativo isolado, mesmo que sua origem seja vegetal. (1)

Uso da fitoterapia:

Sobre a fitoterapia, precisamos remodelar o conceito de que  o  emprego de plantas medicinais é sinônimo de segurança. (1)

É importante ressaltar que a fitoterapia vem para auxiliar no tratamento de desequilíbrios pontuais, portanto não deve ser confundida com suplementação de nutrientes, e muito menos substituir o plano alimentar. (1)

Metabolismo secundário e compostos fitoquímicos:

No mundo vegetal os compostos químicos produzidos pelas plantas fazem parte, em sua grande maioria, dos metabolitos secundários da planta (PSM, plant secondary metabolites). (1)

No metabolismo secundário são produzidos compostos para a própria defesa da planta. Tais compostos variam de espécie a espécie, pois cada planta responderá de forma individual às relações que ela tem com o meio ambiente (situação de estresse e meio de defesa contra predadores), uma vez que apresenta individualidade química e genética. (1)

Os principais grupos de compostos produzidos pelo metabolismo secundário são os heterosídeos glicosídeos, alcaloides e compostos fenólicos. (1)

OS compostos são substâncias não nutritivas,  que para o organismo humano são xenobióticos, ou seja, substancias estranhas que devem ser eliminadas, passando por um processo de biotransformação e podendo conter graus variados de toxicidade. (1)

Quando absorvemos esses PSM, eles passam por processos de farmacocinética e farmacodinâmica, trazendo efeitos positivos e efeitos colaterais. (1)

Por esse motivo, toda planta é considerada toxica até que se prove o contrário. (1)

Formas farmacêuticas:

As principais formas farmacêuticas de um fitoterápico se apresentam no estado solido (extrato seco), semissólido (extrato mole), liquido (extrato fluídicos, tinturas e glicólicos) e gasoso. (1) Sendo que essas poderão variar de acordo com a melhor liberação do ativo desejado. (1)

Dentre os processos de extração mais utilizados para as drogas vegetais, temos as infusões, decocções, macerações, que segundo a legislação vigente, todos os nutricionistas podem prescrever. (1)

Outras formas farmacêuticas na fitoterapia que dependem da indústria ou da manipulação, são elas as tinturas e os extratos secos em pó (padronizado ou não), só podem ser prescritas por profissionais com uma especialização em fitoterapia. (1)

Infusão:

Se caracteriza pela extração por agua quente de parte ternas da planta (fresca ou seca) como flores, folhas e inflorescências. (1)

A infusão pode ser consumida quenteou fria, porem, uma vez que se esfriou, naopodera ser reaquecida. (1)

Uma maneira de “reaproveitar” a infusão é utiliza-la como base para sucos. (1)

Maceração:

Consiste em um tipo de extração a frio de acordo com a relação qumica entre ativo e solvente, no qual certas plantas são deixadas de repouso em um determinado liquido (agua, vinho, álcool, óleos)(1)

Pós ou Drogas pulverizadas:

É um processo de moagem da planta seca que facilita a liberação dos ativos e sua melhor dosificação. (1)

Extratos vegetais:

São preparações concentradas obtidas de drogas vegetais secas ou frescas por meio de um solvente apropriado, seguido de evaporação parcial ou total e de ajustes na concentração. (1)

Os extratos vegetais podem ser ou não padronizados no fitoquímico mais presente, e são utilizados para a produção de tinturas, comprimidos e capsulas, assim como os pós. (1)

Tinturas:

Processo de extração por meio de solução alcoólica ou hidroalcóolicas, geralmente feito com 20, 25% de plantas secas para as tinturas vegetais.  A tintura mãe segue a padronização de 10% e é a base da produção de homeopatias. (1)

Suplementação:

O uso de fitoterápicos tem que ter data de início e fim. (Pós VP)

O excesso de algumas substâncias como os alcaloides podem gerar danos ao organismo. (Pós VP)

Referências Bibliográficas:

1- Silva SMCS, Mura JDP. Tratado de alimentação, nutrição & dietoterapia. 3a Ed. São Paulo: Editora Pitaya; 2016. 1308 p.