Gastrite – Fisiologia, tratamento, terapia nutricional…

Última Atualização: 25/08/2021

Diagnóstico:

Alterações bioquimicas:

  • Vit. B12
  • Calcio
  • Ferro

Objetivo do tratamento:

Tratamento médico:

O tratamento inclui erradicação de organismos patogênicos e retirada de qualquer agente causador. (1)

Farmacologia:

  • Anti-histamínico
  • Inibidores da bomba de prótons
  • Antibióticos

OBS: O uso prolongado de supressores de secreção acida (Inibidores da bomba de prótons) gera uma redução na absorção de, vitamina b12, cálcio, ferro não heme (dependem da proteólise intra gástrica para torna-los biodisponiveis). Essa supressão pode aumentar a incidência de algumas fraturas ósseas, bem como aumentar o risco de infecção intestinal, vez que a acidez gástrica é uma barreira a invasão microbiana. (1)

Terapia nutricional:

Não há um tratamento específico para melhora da ulceração gástrica, geralmente os pacientes são recomendados a evitar alimentos causadores do sintoma. (2)

Resumo:

  • PTN + Calcio podem ajudar, leite é uma ótima opção.
  • Refeições com baixo volume;
  • Ajustar B12, cálcio, ferro.

Suplementação nutricional:

  •  Omega-3 e Omega-6

Orientações nutricionais:

  • Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Reduzir o consumo de bebidas com cafeína;
  • Evitar longos períodos de jejum
  • Mastigar e comer devagar, facilitando a digestão;

Ácidos Graxos ω-3 E ω-6:

Ácidos graxos ω3 e ω6 podem ter efeito protetor  (1)

Cafeína:

Redução de bebidas cafeinadas. (1)

Especiarias:

Redução do consumo de especiarias especialmente pimenta (1)

Álcool:

Redução de bebidas alcoólicas (1)

Outros tratamentos:

Fisiopatologia:

Ocorre quando anormalidades químicas, infecciosas ou neurais perturbam a integridade da mucosa do estomago. (1)

Fatores de risco:

A gastrite geralmente pode ser erosiva ou neutrofílica. (2)

Gastrite neutrofílica – h. Pylori:

A gastrite neutrofílica, ocorre por infecção do H. pylori é responsável pela maioria dos casos de inflamação crônica da mucosa gástrica, podendo evoluir para câncer de estomago e gastrite atrófica ( inflamação crônica com deterioração da membrana da mucosa e glândulas), que resultam em acloridria e perda de fator intrínseco. (1,2)

Ela pode ser assintomática.

A H. Pylori produz uréase, que é capaz de transformar ureia em amônia, gerando um tamponamento de pH (deixando o pH mais neutro) de modo que ela consiga a sobreviver.  O pH de 2-2,5 pode chegar ate 5.

Gastrite erosiva:

Já a gastrite erosiva é são as outras formas de comprometimento da mucosa gástrica, que  podem ser devido ao uso crônico de aspirina, bebidas alcoólicas, substancias erosivas, tabaco, e refluxo da bile. (1,2)

-Gastrite por anti-inflamatórios: O muco que protege o estomago é estimulado pela inflamação. O uso indiscriminado de anti-inflamatórios pode gerar uma redução no muco estomacal, gerando o acesso de bactérias e do HCL ao epitélio estomacal.

O uso de derivados do tabaco diminuem a secreção de bicarbonato, diminui o fluxo sanguíneo da mucosa, exacerba a inflamação e esta associada a complicações adicionais a infecções por H pylori. (1)

Gastrite nervosa:

Ocorre  devido a um estresse agudo extremamente elevado, como em um acidente automobilístico, com múltiplas fraturas; ou uma pneumonia com ventilação mecânica; um infarto…

Gastrite “nervosa” do dia a dia é consequência de outros problemas, e não do estresse.

Gastrite crônica:

A gastrite crônica pode gerar a perda de células parietais do estomago, com perda da secreção de HCL (acloridria) e fator intrínseco, resultando em anemia perniciosa. (1)

Esse tipo de gastrite pode ser também causado por fatores autoimune. (2) A pessoa pode ter uma resposta autoimune contra as próprias células parietais. O que gera uma hipocloridria, uma baixa de fator intrínseco, gerando deficiência de ferro, de B12…

Referências bibliográficas:

1- Mahan LK, Escott-Stump S, Raymond JL. Krause Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 13a. Rio de Janeiro: Elsevier; 2012. 1227 p.

2- Ross AC, Caballero B, Cousins RJ, Tucker KL, Ziegler TR. Nutrição Moderna de Shills na Saúde e na Doença. 11a. São Paulo: Manole; 2016. 1642 p.