Hortelã – Indicações, mecanismos de ação, efeitos no organismo…

Última Atualização: 18/08/2021

Nome Botânico:

Mentha Spicata L.; Mentha x Piperita

Nome Farmacêutico:

Herba Menthae

Principais componentes químicos:

Óleo essencial:

Carvona, Mentol, mentona, mentofurano, pulegona, limoleno, pipeno,   isovalerianato, piperitona entre outros. (1)

Flavonoides:

Apigenol, luteolina, isoroifolina, mentosideo, rutina. (1)

Triterpenoides

Sesquiterpenoides

Ácidos fenólicos

Princípios Amargos

Vitaminas:

Vitaminas C e D. (1)

Atividades Farmacológicas:

Atividade Anti-inflamatória:

Um estudo mostrou que os extratos polares (acetato de etila e aquoso) de M. Spicata apresentam efeitos anti-inflamatórios mais potentes que as frações menos polares. (1)  Sendo os flavonoides sugeridos como responsáveis. (1)

Atividade Analgésica:

A carvona, um componente do óleo essencial das mentas apresenta uma atividade analgésica que pode ser determinada pela diminuição da excitabilidade neuronal. (1)

Atividade Antiespasmódica e miorrelaxante:

O óleo essencial de Mentha x Vilosa mostrou uma atividade antiespasmódica e miorrelaxante em experimentos com animais. (1)

Atividade Vasodilatadora:

O óleo essencial de Mentha x Vilosa apresentou efeitos vasodilatadoras pela indução de oxido nítrico. (1)

Atividade hipotensora:

Ainda sobre o óleo essencial de Mentha x Vilosa, um estudo revelou efeitos hipotensor com ação cardiodepressoras que podem ser atribuídas ao aumento da produção de oxido nítrico. (1)

Atividade Antiemética:

O uso do óleo essencial de M. Spicata e M. x Piperita foi eficaz e seguro em reduzir os vômitos e náuseas em pacientes submetidos à quimioterapia. (1)

Atividade Carminativa:

Estudos com a M. Piperita observaram um efeito carminativo decorrente da diminuição do tônus da musculatura lisa, facilitando a eliminação dos gases, além de estimular a liberação de bile, que promove o metabolismo dos lipídeos. (1)

Estudos em humanos com SII, foi suplementado capsulas de liberação entérica de M. Piperita  por 4 semanas,  3x ao dia. Foi visto uma redução significativa dos sintomas (75%), dor, inchaço, flatulência e diarreia.

Um outro estudo com administração oral do óleo de M Piperita com revestimento entérico, com 187mg, 3x ao dia durante duas semanas, foi capaz de reduzir os sintomas abdominais, incluindo a dor. (1)

Um estudo utilizando uma preparação comercial “Lomatol” (associação dos extratos de Carum Carvi (fruto), Foeniculum Vulgare (fruto) M. Piperita (folha) Artemisia Absithium (parte aérea))  comparado a metoclopramida no tratamento da dispepsia,  mostrou que o fitoterápico demonstrou resultados significativos e superiores no controle dos sintomas que a metoclopramida. (1)

Em suma as preparações com M. Piperita  são recomendadas para o tratamento de distúrbios do trato gastrointestinal. (1)

Posologia:

  • Planta seca: 1—4g/dia (1)
  • Extrato seco: 400-1200mg/dia (1)
  • Tintura: 20%, 5-20mL/dia (1)
  • Óleo essencial:
    • Uso interno: 6-12 gotas ao dia. (1)
    • Uso inalatório: 3-4 gotas em agua fervente (1)

Extratos no mercado brasileiro:

Sem referências. (1)

Contraindicação:

O uso do óleo essencial é contraindicado em lactentes e na gravidez. (1)

Pode irrita a mucosa ocular e provocar insônia em pessoas sensíveis. (1)

A M. Spicata apresentou atividade nefrotóxica em modelos experimentais quando administrados por via oral. (1)

Referências Bibliográficas:

1- Saad G de azevedo, Léda PH de oliveira, Sá I manzali, Seixlack AC. Fitoterapia Contemporânea – Tradição e Ciencia na pratica Clínica. 2a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2016. 441 p.