Obesidade – Fisiopatologia, tratamento, recomendações nutricionais…

Última Atualização: 25/08/2021

Tratamento farmacológico:

Inibidores da lípase pancreática: Utilizados para inibir a hidrólise do triacilglicerol no tratamento da obesidade grave.  A lípase pancreática é secretada no intestino delgado, e requer a presença  de outra proteína, a colipase, para sua atividade. (1)

Esteróis e estanóis vegetais: Inibem efetivamente a absorção não apenas do colesterol da dieta, mas também da maior quantidade secretada na bile, reduzindo assim, o conteúdo   corporal total de colesterol e, consequentemente, a sua concentração plasmática. (1)

Terapia nutricional:

Suplementação nutricional:

  • Própolis (2)

Própolis:

(+Sobre o própolis)

Um estudo com própolis vermelho do brasil mostrou efeitos benéficos no tratamento e na prevenção da obesidade e suas desordens. (2)  Além disso, o própolis verde e vermelho foram capazes de aumentar a expressão da leptina. (2)

Estudos tem demonstrado que o própolis brasileiro foi capaz de melhorar o quadro de ganho de peso e dislipidemia através da mudança na expressão de proteínas envolvidas no deposito de gordura e do metabolismo lipídico. (2)

Fisiologia:

No processo de ganho de peso ocorre simultaneamente a hiperplasia (aumentando o número) e a hipertrofia das células adipocitas, (aumentando o tamanho). Adipocitos que sofreram a hipertrofia secretam diversos mediadores que geram a disfunção metabólica. (2)

Em paralelo, ocorre a infiltração de células imunes, macrófagos, no tecido adiposo, responsáveis pela inflamação de baixo grau, aumentando ainda mais os níveis de adipocinas, mediadores de ácidos graxos afetando o metabolismo energético do fígado e do musculo. (2)

 

  • Ex-obesos possuem uma redução da lipólise devido a uma diminuição das enzimas lipolíticas e oxidativa. (3)
  • Em pessoas sedentárias tem sido demonstrado uma baixa de enzimas lipolíticas (também chamada de inflexibilidade metabólica). (3)
  • É caracterizada pela resistência a insulina e pela inflamação crônica. (3)
  • O tecido adiposo é um órgão secretor endócrino ativo, secreta as adipocinas:
    • Adiponectina: Responsável pelo aumento da sensibilidade à insulina; no fígado ela diminui a gliconeogenese e nos músculos, aumenta o transporte de ácidos graxos pela membrana. (3)
    • Leptina: Reduz o apetite e aumenta a termogenese. (3)
    • Resistina: Em animais induz a uma forte resistência a insulina. (3)
    • Fatores de crescimento. (3)
    • Citocinas pró-inflamatórias: como o Fator de Necrose Tumoral α – TNF α (é capaz de reduzir a expressão do transportador muscular de glicose GLUT4); e a Interleucina-6 – IL-6. (3)
  • Os sinais que originam a vontade de comer se originam no tecido adiposo e são processados pelo SNC. Então o cérebro gera neuropeptídeos que regulam a fome e o apetite. (3)
  • A insulina e a leptina também atuam sobre os neurônios centrais controlando o apetite e o gasto de energia. (3)
  • Dentro desses sinais, ocorre a liberação de 2 neuropeptídeos:
    • Pró-opiomelanocortina – POMC: que gera melanocortinas, reduzindo a ingestão alimentar, sendo considerado um peptídeo catabólico. (3)
    • Neuropeptídeo Y – NPY/ Proteína relacionada ao agouti – AgRP: que se ligam a neurônios conectados com o “centro de saciedade” cerebral  promovendo a fome e estimulando uma serie de outros hormônios, como o :
      • Hormônio liberador de corticotrofina – CRH (3)
      • Hormônio liberador de tireotrofina – TRH (3)
      • Ambos aumentando a termogênese e a ingestão alimentar.  (3)
  • O efeito da saciedade é maior com a ingestão de proteínas, intermediário com as gorduras e menor com os carboidratos.  (3)

Referências Bibliográficas:

1- Rodwell V w., Bender DA, Bothan KM, Kennelly PJ, Weil PA. Bioquímica ilustrada de Harper. 30a. ArtMed; 2017. 817 p.

2- Rivera-Yañez N, Rivera-Yañez CR, Pozo-Molina G, Méndez-Catalá CF, Méndez-Cruz AR, Nieto-Yañez O. Biomedical properties of propolis on diverse chronic diseases and its potential applications and health benefits. Nutrients. 2021;13(1):1–31.

3- Dominiczak M. Serie Carne e Osso Metabolismo. 1a. Rio de Janeiro: Elsevier; 2007. 244 p.