Sensibilidade ao Glúten – Fisiologia, terapia nutricional, tratamento…

Últimas atualização: 23/08/2021

Não há um critério de diagnostico para sensibilidade ao glúten. (1)

Não há biomarcadores para o diagnostico, e a patogêneses não é clara.(1)

Os pacientes devem ser educados às consequências da exclusão do glúten da dieta sem a devida necessidade.(1)

A sensibilidade ao glúten foi classificada em 2011 por um consenso internacional, no qual foi definida como uma reação imune mediada pelo glúten, com presença de sintomas gastrointestinais e outros, que são melhorados com a exclusão do glúten da dieta. Sendo excluído o diagnostico de alergia.(1)

Ainda não há biomarcadores para o diagnóstico e nem lesões histológicas definidas.(1)

Evidencias sugerem que os sintomas podem ser causados por outras substancias que não o glúten, como o frutano (um carboidrato não digerível), ou por substancias provenientes de pesticidas. (1)

Não é claro ainda o porque do aumento do numero de casos da sensibilidade ao glúten. De modo que esse aumento ainda não é ligado a mudanças na dieta. (1)

A sensibilidade ao glúten é associada a mudanças na permeabilidade intestinal causada ou pelo glúten ou por constituintes do trigo, no qual resultam em uma ativação do sistema imune inato. Podendo haver mudanças na microbiota. (1)

Apesar de haver apenas 1 estudo ate o momento, a dieta livre de glúten gerou uma melhora na microbiota em pacientes com sensibilidade. (1)

Em um estudo com 1300 pessoas, apenas 16 % apresentaram sintomas relacionadas ao glúten.  57% não apresentaram nenhum sintoma. (1)

Evidencias sugerem que o aumento do uso de pesticidas pode estar relacionado ao aumento da resposta imune devido ao aumento da liberação  de citocinas inflamatórias. (1)

É possível que a distensão abdominal gerada por FODMAPS (frutano) seja responsável por sintomas neuropsiquiátricos. (1)

Alguns pesquisadores acreditam que a sensibilidade ao glúten é a doença celíaca apresentada de forma “suave” (1)

Pode haver uma confusão no diagnostico devido a falta de marcadores tanto para a doença celíaca quanto para a síndrome do intestino irritável, que possuem sintomas parecidos. Sendo comum a intolerância ao trigo. (1)

Os sintomas da sensibilidade ao glúten podem ser: Inchaço abdominal, dor, diarreia, constipação, náuseas, refluxos, dor de cabeça, mudança de hábitos intestinais, fadiga, perda de peso, mudanças dermatológicas. (1)

Após 1 ou 2 anos de dieta sem glúten, os pacientes podem “testar” a quantidade máxima tolerada por eles, sendo que a adesão a  uma dieta FODMAPS pode ajudar também na melhora dos sintomas. (1)

Dietas sem glutens são ricas em calorias, açucares e sal, sendo ainda pobre em nutrientes como ferro, folato, niacina, e fibras.(1)

Sintomas:

A sensibilidade ao glúten podem gerar  manifestações cutâneas como a acne, dermatite atópica, psoríase.

Postula-se que esses sintomas aconteçam devido a hiperpermeabilidade intestinal.

A psoríase esta relacionada a inflamação crônica de cunho autoimune. É interessante testar a exclusão do trigo por um período de tempo.

Referências bibliográficas:

1- Khan A, Suarez MG, Murray JA. Nonceliac Gluten and Wheat Sensitivity. Clin Gastroenterol Hepatol [Internet]. 2019;(June):1–11. Available from: https://doi.org/10.1016/j.cgh.2019.04.009