Himatanthus bracteatus – Agoniada

Nome cientifico:

Himatanthus bracteatus

Nome popular:

agoniada, tapuoca, quina molle, sucumba…

Posologia:

  • Decocção: 2-10g/dia da planta rasurada sob a forma de chá, 3x ao dia.
  • Pó: 300-1200mg/dia.

Contraindicações / efeitos adversos:

  • Gestantes – Por conter substancias capazes de induzir o parto (1)
  • Lactantes – Por não haver estudos sobre a transferência de substancias para o leite materno (1)
  • Não usar por tempo prolongado devido a falta de estudos. (1)

Principais Indicações:

  • TPM
  • Dismenorreia
  • Cólica intestinal
  • Efeito gastroprotetor

Dismenorreia:

(+Sobre a dismenorreia)

O extrato de agoniada mostraram características anti-inflamatórias e antiespasmódicas no musculo liso do útero. (1)

Observou-se que a fração do extrato rica em alcaloides, sendo a uleína a principal constituinte, foi capaz de provocar redução nas contrações da musculatura lisa vascular e não vascular, o que pode estar relacionado com o bloqueio da entrada de cálcio na célula. (1)

Cólica Intestinal:

O extrato de agoniada mostraram características anti-inflamatórias e antiespasmódicas no musculo liso do intestino. (1)

Observou-se que a fração do extrato rica em alcaloides, sendo a uleína a principal constituinte, foi capaz de provocar redução nas contrações da musculatura lisa vascular e não vascular, o que pode estar relacionado com o bloqueio da entrada de cálcio na célula. (1)

Efeito gastroprotetor:

Pesquisas demonstraram que o extrato dessa espécie apresenta atividade protetora sobre a mucosa gástrica em úlcera induzida por estresse, indometacina e álcool. (1)

A fração rica em alcaloides é a responsável pelos efeitos gastroprotetores através da ativação de mecanismos citoprotetores, entre os quais se destacam os antioxidantes enzimáticos. (1)

A inibição da secreção acida foi verificada pelo bloqueio da bomba de H+, K+, ATPase, relacionada com os alcaloides indólicos majoritários presentes na fração avaliada (uleína e demetoxiaspidospermina)

Composição:

Espécies do gênero Himatanthus são ricas em alcaloides, iridoides, triterpenoides, ésteres alifáticos, principalmente na casca do caule, sendo encontrados também no látex. (1)

Referências Bibliográficas:

1- Saad G de azevedo, Léda PH de oliveira, Sá I manzali, Seixlack AC. Fitoterapia Contemporânea – Tradição e Ciência na pratica Clínica. 2a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2016. 441 p.