Ansiedade – O que é, como tratar, o que fazer nutricionalmente?

ilustração de uma pessoa com ansiedade

Ansiedade:

Última Atualização: 21/08/2021

Ansiedade não é algo patológico, mas sim adaptativo, visto que ela facilita que indivíduos evitem ou escapem de situações de perigo real iminente.

Porém alguns indivíduos apresentam respostas exacerbada às situações, caracterizando assim, uma ansiedade patológica.

Diagnóstico:

Alterações bioquímicas:

  • Cortisol sérico

Objetivo do tratamento:

Tratamento médico:

Farmacologia:

  • Pondera

Terapia nutricional:

Resumo:

  • Chás: Melissa; Passiflora; Mulungu; Erva Doce; kava-kava, camomila
  • Ajustar fontes de Magnésio
  • Fornecer fontes de triptofano
  • Ajustar macronutrientes, e excessos de gordura e açúcar.

Suplementação nutricional:

  •   Ômega-3

Orientações nutricionais (Orientações p/ seu paciente):

  • Tomar os chás ao longo do dia, e não em um horário específico.

Manipulados:

Formula 1:

  • Griffonia simplicifolia – 100mg
  • L-theanina – 100mg
  • L-tirosina – 100g
  • Crocus sativus – 100mg]
  • Posologia: tomar 1 dose 2x ao dia
  • Indicação Estresse e ansiedade

Magnésio:

(+Sobre o magnésio)

Fontes: Leite, Iogurte, semente de abobora, castanha do pará, castanha de caju, semente de gergelim, semente de linhaça, aveia, banana

O magnésio compete com o cálcio no receptor neuronal, diminuindo a entrada de cálcio no neurônio, diminuindo sua atividade excitatória, sendo um aliado contra a ansiedade.

Ômega-3

(+Sobre o ômega-3)

Fontes: sardinha, arenque, atum, salmão, chia, linhaça, nozes…

Os ácidos graxos Ômega-3 compõem diversas estruturas cerebrais como a bainha de mielina e reduzem a inflamação sistêmica, tendo papel benéfico sob a ansiedade.

Triptofano:

(+Sobre o triptofano)

Fontes: Frango, pero, peixes, castanhas, ovos, banana, linhaça, aveia, semente de abóbora, dentre outros.

É um aminoácido essencial, e é precursor da serotonina, neurotransmissor o qual geralmente está em déficit em indivíduos ansiosos.

Chás:

Os chás possuem diversos compostos fenólicos que ajudam no combate à ansiedade, auxiliando principalmente no aumento da concentração Gabaérgicos no cérebro.

Opções: Valeriana, Melissa, passiflora, mulungu, erva doce…

Plantas medicinais:

Foi visto que a associação de V. Officinalis e H. perforatum (hipérico) demonstrou resultado superior ao Diazepam no tratamento da ansiedade. (1)

Estudos demonstram que o extrato da V. Officinalis e o ácido valerênico são agonistas parciais do receptor 5-HT5a da serotonina, sugerindo que essa via também pode ser importante para seu efeito sedativo. (1)

Dieta ocidental:

Uma dieta rica em gorduras saturadas e açucares foi associada a um maior nível de ansiedade. (1)

Outros tratamentos:

Fisiopatologia:

A ansiedade é definida como uma sensação subjetiva de expectativa e apreensão, medo ou pressentimento que podem ser acompanhados por preocupações persistentes e excessivas, reais ou não, com diminuição da concentração, hiperatividade autonômica (dispineia, palpitações e taquicardia), sensação de impaciência ou inquietude, insônia e tensão muscular. (2)

Fatores de risco:

  • Genética
  • Neuroanatomia
  • Ambiente

Sendo que esses fatores dependem de diferentes “gatilhos” individuais para o desencadear da ansiedade.

Pessoas ansiosas  são mais propensas a serem sedentárias, tabagistas, e em mostrar sintomas depressivos. Mas o contrario também pode acontecer. Pessoas ficando ansiosas devido a esses fatores. (1)

Patologia:

A ansiedade patológica desencadeia situações de medo excessivo, geralmente em respostas a objetos ou situações especificas na ausência de um perigo real.

Sabe-se que a ansiedade patológica esta associada a uma alteração entre as atividades do córtex pré-frontal e da amigdala. Dessa forma a ansiedade esta relacionada a uma hiperatividade da amígdala e hipoatividade do córtex pré-frontal, alterando a regulação emocional.

Algumas evidencias demonstraram uma desregulação a nível de neurotransmissores, principalmente envolvendo a deficiência de serotonina e GABA. A redução destes causam uma maior excitabilidade cerebral, baixa concentração, mau humor, dificuldade para dormir, ansiedade ou ate mesmo depressão.

Acredita-se que os transtornos de ansiedade ocorram devido a alterações da regulçao  dos receptores benzodiazepínicos no complexo do receptor A do acido gama-aminobutirico (GABA) (2)

Níveis elevados de estresse também estão associados a ansiedade, sendo correlacionado  a ansiedade a uma desregulação do eixo HPA. (Hipotálamo-pituaria-adrenal).   Com a desregulação do eixo HPA, os níveis de cortisol aumentam e diversos estudos apontam que indivíduos ansiosos e depressivos contem seus níveis de cortisol séricos elevados.

Em mulheres, o “status” da família, e depressão são associadas a ansiedade (1)

Transtornos de ansiedade são frequentemente não diagnosticados (1)

 Estudos mostraram que a ansiedade em idosos é associada ao declínio cognitivo influenciando no aparecimento da demência. (1)

Doenças crônicas como desordens gastrointestinal, diabetes, hipertensão também já foram associadas a piora dos sintomas da ansiedade. (1)

A Atv. Física regular se mostrou capaz de reduzira ansiedade devido a sua modulação no eixo HPA e devido ao aumento de BDNF (Brain-derived neurotrophic factor)  e de B-endorfina (1)

O cigarro gera o aumento do ACTH -> Cortisol. (1)

Depressão e ansiedade são ate duas vezes mais comuns em mulheres do que em homens, provavelmente sofrendo influencia dos hormônios sexuais femininos, visto que essa diferença só é percebida a partir da puberdade. (3)

Referências bibliográficas:

1- Masana MF, Tyrovolas S, Kolia N, Chrysohoou C, Skoumas J, Haro JM, et al. Dietary patterns and their association with anxiety symptoms among older adults: The ATTICA study. Nutrients. 2019;11(6):1–12.

2- Saad G de azevedo, Léda PH de oliveira, Sá I manzali, Seixlack AC. Fitoterapia Contemporânea – Tradição e Ciencia na pratica Clínica. 2a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2016. 441 p.

3- Crowley SK, Rebellon J, Huber C, Leonard AJ, Henderson D, Magal M. Cardiorespiratory fitness, sleep, and physiological responses to stress in women. Eur J Sport Sci [Internet]. 2020;0(0):1–27. Available from: https://doi.org/10.1080/17461391.2020.1716855