Ansiedade

Resumo Terapia Nutricional:

Resumo:

  • Ajustar macronutrientes, e excessos de gordura e açúcar.
  • Dieta padrão mediterrânea
  • Ajustar o sono
  • Cuidar da microbiota intestinal
  • Suco de maracujá não resolve.

Nutrientes lmportantes:

  • Ômega-3
  • Zinco
  • selenio
  • Magnésio
  • Vitamina C
  • Triptofano

Chás:

  • Tomar os chás ao longo do dia, e não em um horário específico.
  • Maracujá – Passiflora incarnata – folhas – (3-5g) 1col. de sopa por xicara, 2 a 3x ao dia.
  • Valeriana – Valeriana officinalis – raiz – 1-3g por xicara, até 4x ao dia.
  • Erva cidreira – Lippia alba – folhas – (1-3g) 1 a 3 col. de chá por xicara, 3 a 4x ao dia.
  • Mulungu – Erythrina mulungu – casca do caule – (4-6g) 3 col. de sobremesa por xicara, 2 a 3x ao dia.
  • Capim cidreira – Cymbopogon citratus – folhas – (1-3g) 1 a 3 col. de chá por xicara, 2 a 3x ao dia.

Tratamento médico:

Farmacologia:

  • Cloridrato de paroxetina

Terapia nutricional:

Dieta mediterrânea:

Alguns estudos tem demonstrado que a dieta de padrão mediterrâneo foi capaz de reduzir os níveis de ansiedade, porém há também estudos que não encontraram esses mesmos resultados. (5)

Dieta ocidental:

Uma dieta rica em gorduras saturadas e açucares foi associada a um maior nível de ansiedade. (1)

Carboidratos:

(+Sobre os carboidratos)

Alguns estudos tem associado o consumo elevado de açúcar e carboidratos refinados a ansiedade. (10)

Existem evidencias que um controle glicêmico adequado é um importante fator no bem estar mental. E essa relação explica a associação entre a melhora do controle glicêmico e níveis menores de açúcar no sangue. (10)

Magnésio:

(+Sobre o magnésio)

Fontes: Leite, Iogurte, semente de abobora, castanha do pará, castanha de caju, semente de gergelim, semente de linhaça, aveia, banana

O magnésio compete com o cálcio no receptor neuronal, diminuindo a entrada de cálcio no neurônio, diminuindo sua atividade excitatória, sendo um aliado contra a ansiedade.

Um estudo pré-clínicos mostrou que a deficiência de magnésio pode levar a ansiedade, e a suplementação pode aliviar os sintomas relacionados. (5)

Um estudo associou a suplementação de 200mg de magnésio + 50mg de B6, encontrando um pequeno efeito sinérgico na redução dos sintomas da ansiedade. (5)

Outro estudo encontrou que glicinato de magnésio ou taurinato de magnesio,120-300mg em cada refeição e antes de dormir, aliviou os sintomas em pacientes com deficiência de magnésio. (5)

Zinco:

(+Sobre o zinco)

A ingestão de alimentos ricos em zinco devem ser priorizadas. O zinco é um micronutriente necessário como coenzimas na síntese e regulação de neurotransmissores e fatores neurotróficos, o que explica sua importância no bem estar mental. (10)

Estudo pré-clínicos mostraram que a deficiência de zinco pode levar a ansiedade e a suplementação pode aliviar os sintomas relacionados. (5)

Selênio:

(+Sobre o selênio)

A ingestão de alimentos ricos em selênio devem ser priorizadas. O selênio é um micronutriente necessário como coenzimas na síntese e regulação de neurotransmissores e fatores neurotróficos, o que explica sua importância no bem estar mental. (10)

Ômega-3

(+Sobre o ômega-3)

Fontes: sardinha, arenque, atum, salmão, chia, linhaça, nozes…

Os ácidos graxos Ômega-3 compõem diversas estruturas cerebrais como a bainha de mielina, atuando ainda sobre o estresse oxidativo, a neurotransmissão, a neuroplasticidade, além de reduzirem a inflamação sistêmica. Mecanismos que são hipotetizados como eficazes no tratamento da ansiedade. (10)

Existem evidencias mostrando que o consumo de salmão foi capaz de reduzir os niveis de ansiedade. (5) Nesse estudo foram utilizados 150-300g 3x na semana por 23 semanas, reduzindo a ativação emocional e a preocupação em aproximadamente 10%. (5)

Porém é importante ressaltar que o salmão não é fonte apenas de ômega-3, contendo também vitamina D, selênio, iodo, proteína, que podem ter papel nesse resultado. (5)

Mas em relação apenas ao ômega-3, existem evidencias uma ingestão adequada, ou a suplementação de ômega-3 possui efeitos anti-ansiedade. (10)

Triptofano:

(+Sobre o triptofano)

Fontes: Frango, pero, peixes, castanhas, ovos, banana, linhaça, aveia, semente de abóbora, dentre outros.

Existem evidencias sugerindo que uma ingestão adequada de proteínas, mais especificamente, uma adequada ingestão de triptofano pode ser importante no controle da ansiedade. (10)

O triptofano é um aminoácido essencial, e é precursor da serotonina, neurotransmissor o qual geralmente está em déficit em indivíduos ansiosos.

A suplementação de triptofano não deve ser utilizada em combinação com medicações serotonérgicas como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina devido ao risco de precipitar a síndrome da serotonina. (10)

Vitamina C:

(+Sobre a vitamina C)

Existem alguma evidencia do uso de vitamina C na ansiedade. (5) Um estudo utilizou 500mg/dia por 14 dias encontrando um redução dos níveis de ansiedade. (5)

Microbiota intestinal:

(+Sobre a microbiota)

Evidencias preliminares sugerem que a ingestão de pré e probióticos podem ser benéficos no tratamento da ansiedade. (10) O mecanismo proposto para esse efeito é que haja uma modulação na produção de peptídeos e neurotransmissores envolvidos no eixo intestino-cérebro. (10)

Cafeína:

(+Sobre a cafeína)

A cafeina por si só é associada com um aumento da ansiedade. (10)

Porém, em alimentos como café, chás, cacau entre outros, a cafeína não é isolada, por isso, em conjunto com outros compostos bioativos ela pode não ser prejudicial em relação a ansiedade. (10)

Fitoterapia:

Passiflora incarnata – Maracujá:

(+Sobre a passiflora)

Um estudo demonstrou atividade do extrato de P. incarnata em transtornos de ansiedade e do sono. (2) Foi visto que a P. incarnata pode produzir um efeito terapêutico em indivíduos com insônia crônica. (6)

Apesar de o mecanismo ainda não estar completamente elucidado, já tem sido reconhecido o papel da passiflora na via gabaérgica, atuando em diversas condições psiquiátricas como a ansiedade. (6)

Tem sido visto que inúmeros efeitos farmacológicos da Passiflora são mediados via modulação do sistema GABA, incluindo uma afinidade para os receptores GABAa e GABAb, além de efeitos na absorção de GABA. (6)

Inclusive, pesquisas recentes demonstraram que tanto a fração flavonoídica como alcaloide harmano podem ser importantes para as atividades observadas, conferindo atividade aos receptores GABAa  para o flavonoide crisina e sobre a MAO para o alcaloide harmano. (2)

Passiflora pode ser classificada como um antagonista do receptor GABAb. (6)

Foi visto que 1 xicara de chá de com P. incarnata por 7 dias foi capaz de melhorar o rendimento e a qualidade do sono. (2)

Devido aos alcalóides e flavonóides, age como depressor inespecífico do sistema nervoso central, resultando em uma ação sedativa, tranquilizante e antiespasmódica da musculatura lisa. (Pós Integrativa)

Um estudo demonstrou que não houve diferenças significativas entre o extrato de Passiflora vs. oxazepam, além de que a passiflora não gerou prejuízos na performance do trabalho. (6)

Outros estudos demonstraram que a passiflora também foi útil na redução da ansiedade pré-operatória. não sendo observado nenhum efeito colateral, além de não alterar nenhum parâmetro hemodinâmico. (6) Sendo considerada segura e efetiva, podendo ser utilizada inclusive antes de anestesia espinhal. (6)

Evidencias de 2 pequenos estudos mostraram um efeito similar entre a Passiflora e benzodiazepínicos no tratamento de curto prazo para desordens de ansiedade. (7)

Posologia:

Parte utilizada: Folhas.

  • Tintura: (1:5 etanol 45%) 0,5-2mL, 3 a 4x ao dia. (2)
  • Extrato seco padronizado em 3% de flavonoides: 200-600mg/dose podendo chegar até 1200mg/dia
  • Extrato seco padronizado em 2% de vitexina: 200-400mg/dose podendo chegar até 800mg/dia

Matricaria recutita – Camomila:

(+Sobre a camomila)

Pesquisadores demonstraram que com o uso do extrato de camomila há uma diminuição significante no quadro da ansiedade, apesar de essa não alterar o quadro de depressão quanto associado. (18)

A atividade ansiolítica esta relacionada com a capacidade de o flavonoide apigenina se ligar aos receptores GABAde uma maneira semelhante aos benzodiazepínicos. (2)

Além disso, a presença de GABA e de triptofano, um precursor da serotonina, podem, em parte, justificar os efeitos hipnóticos da camomila. (2)

Um estudo encontrou que 200mg/dia a 1,2% de apigenina do extrato seco padronizado da Matricaria teve uma leve ação na ansiedade em pacientes com transtorno de ansiedade generalizada. (17)

Posologia:

Parte utilizada: Capitulos florais (2)

  • Extrato seco padronizado: 1,2% 500-1500mg/dia (doses de 200-500mg)
  • Pó: 2-4g. (2)
  • Tintura (1:5, 45% etanol): 3-10mL, até 3x ao dia. (2)
  • Óleo essencial: 5 gotas em 50mL de água. (2)

Melissa officinalis:

(+Sobre a Melissa)

Parte utilizada: partes aereas.

Um estudo avaliou o uso de melissa em pacientes com ansiedade leve a moderada e distúrbios do sono, sendo utilizado 600mg (300mg 2x ao dia, pela manhã e antes de dormir) sendo visto uma melhora de 95% dos participantes, sendo 70% remissão completa, 25% muita melhora, e 5% uma melhora mínima. (13)

Um estudo utilizou 3g do pó de melissa por 8 semanas, e foi visto uma redução de sintomas de depressão, ansiedade, estresse e alterações no sono. (14)

o chá de melissa, 2x ao dia, com 2,5g por xicara foi capaz de reduzir a ansiedade, a depressão, insonia e estresse em pacientes hospitalizados. (15)

O principal mecanismo de ação da melissa se dá pela capacidade de inibir a GABA transaminase devido a seus compostos, ácido rosmarínico, ácido ursólico, e ácido oleanólico. (16)

Posologia:

  • pó: até 3g/dia
  • Extrato seco padronizado em 5% ácido rosmarínico: até 1000mg/dia (200-500mg/dose)
  • tintura: 5-15mL/dia

Valeriana officinalis – Valeriana:

(+Sobre a valeriana)

É uma planta de prescrição médica.

Foi visto que a associação de V. Officinalis e H. perforatum (hipérico) demonstrou resultado superior ao Diazepam no tratamento da ansiedade. (1)

A inibição do metabolismo do GABA pelo ácido valerênico leva ao seu aumento que, por consequência, ocasiona um efeito inibitório semelhante aos benzodiazepínicos. (1)

Foi visto também uma modificação no transporte e na liberação do GABA (9)

Por outro lado, estudos demonstram que o extrato e o acido valerenico são agonistas parciais do receptor 5-HT5a da serotonina, sugerindo que essa via também pode ser importante para seu efeito sedativo. (1)

Posologia:

Parte utilizada: Rizoma ou raiz.

  • Planta seca: 2-3g até 4x ao dia. (2)
  • Infusão: 1-3g até 4x ao dia. (2)
  • Extrato seco (5:1): 300-1200mg de 2 a 3x ao dia. (2)
  • Tintura: (1:5, etanol 70): 50-100 gotas, 1 a 3x ao dia. (2)
  • Extrato Fluido (1:1): 50-100 gotas, 1 a 3x ao dia. (2)

Lippia Alba – Falsa Erva Cidreira:

(+Sobre a lippia alba)

Os óleos essenciais e o extrato hidroalcóolico obtidos das folhas, demonstraram efeitos positivos nos teste realizados. (2)

Os constituintes da carvona e do limoneno também podem ter importante papel nas atividades depressoras do SNC. (2)

Pelo perfil da atividade demonstrada assemelhar-se ao dos benzodiazepínicos, não se descarta a hipótese de seu efeito central ser mediado por esse receptor. (2)

Posologia:

Parte utilizada: Folhas

  • Planta seca ou pó – 3-6g/dia (2)
  • Tintura (1:5, etanol 70): 25-30 gotas após as refeições (2)
  • Infusão: 3-6g / xicara 1-2 vezes ao dia (2)

Erythrina mulungu – Mulungu:

(+Sobre o mulungu)

O extrato foi hidroalcoólico foi avaliado em modelos diferentes de ansiedade, sendo observada uma resposta semelhante a alguns antidepressivos utilizados na síndrome do pânico, sugerindo que o extrato poderia ter uma atividade ansiolítica e panicolítica. Porém, esse mesmo extrato não apresentou efeitos antidepressivos. (2)

Outro estudo avaliou a administração de 500mg de E. mulungu 1h antes de uma extração dentaria, e concluiu que o mulungu exerceu efeitos ansiolíticos sem que ocorressem mudanças nos parâmetros fisiológicos. (2)

Um estudo avaliou o extrato bruto de E. mulungu e três alcaloides (hidroxierisotrina, eritravina e hidroxieritravina) extraídos da planta, revelando que eles podem exercer um efeito ansiolítico por meio da inibição dos receptores nicotínicos da acetilcolina do sistema nervoso central. (2)

Posologia:

Parte utilizada: Casca do caule e inflorescências

  • Pó da casca: 600mg a 2,4g/dia (2)
  • Extrato seco: 50-200mg/dia (2)
  • Extrato Fluido: 1-4mL/dia (2)
  • Tintura: 5-20mL/dia (2)

Cymbopogon citratus – Capim-limão:

(+Sobre capim-cidreira)

As pesquisas clinicas realizadas até o momento não certificaram a atividade ansiolítica ou hipnótica. (1) Entretanto, avaliações em camundongos demonstraram ação na atividade do SNC para o óleo essencial, além de uma baixa toxicidade. (2)

Em camundongos, foi demonstrado uma atividade ansiolítica do óleo essencial do C. citratus que seria mediada pelo receptor benzodiazepínico GABAa. (2)

Piper methysticum – Kava Kava:

(+Sobre a kava-kava)

É uma planta de prescrição médica.

Um estudo mostrou que o kava-kava auxilia na melhora de ansiedade nervosa, tensão e inquietação, em especial quando o sintoma é pontual. (11)

Uma revisão sobre a kava kava no transtorno de ansiedade generalizada e se mostrou seguro e bem tolerado no uso terapêutico de curto prazo (4-8 semanas) na dosagem de 120-280mg/dia de kavalactonas. Porém, os estudos não mostraram resultados significativos com seu uso. (12)

Posologia:

Parte utilizada: rizoma

  • Planta seca: 1,5-4g/dia (2)
  • Extrato seco padronizado (30% de kavalactonas): 200-400mg/dia (2)
  • Extrato do rizoma: 60-210mg de kavalactonas/dia (2)

Camellia sinensis – Chá verde:

(+Sobre o chá verde)

Um estudo mostrou que a epigalocatequina galato (EGCG) proveniente do chá verde foi capaz de induzir uma atividade ansiolítica de forma dose-dependente. (19)

Fisiopatologia:

Ansiedade não é algo patológico, mas sim adaptativo, visto que ela facilita que indivíduos evitem ou escapem de situações de perigo real iminente.

Porém alguns indivíduos apresentam respostas exacerbada às situações, caracterizando assim, uma ansiedade patológica.

A ansiedade é definida como uma sensação subjetiva de expectativa e apreensão, medo ou pressentimento que podem ser acompanhados por preocupações persistentes e excessivas, reais ou não, com diminuição da concentração, hiperatividade autonômica (dispineia, palpitações e taquicardia), sensação de impaciência ou inquietude, insônia e tensão muscular. (2,5)

Atualmente, aproximadamente 31% da população dos EUA ja sofreram de algm tipo de desordem de ansiedade ao longo da vida. (5) Sendo visto uma prevalência 2x maior em mulheres, principalmente no periodo da infancia até a a fase adulta. (5)

Fatores de risco:

  • Genética
  • Neuroanatomia
  • Ambiente

Sendo que esses fatores dependem de diferentes “gatilhos” individuais para o desencadear da ansiedade.

Pessoas ansiosas  são mais propensas a serem sedentárias, tabagistas, e em mostrar sintomas depressivos. Mas o contrario também pode acontecer. Pessoas ficando ansiosas devido a esses fatores. (1)

Diagnóstico:

Alterações bioquímicas:

  • Cortisol sérico

Patologia:

A ansiedade patológica desencadeia situações de medo excessivo, geralmente em respostas a objetos ou situações especificas na ausência de um perigo real.

Sabe-se que a ansiedade patológica esta associada a uma alteração entre as atividades do córtex pré-frontal e da amigdala. Dessa forma a ansiedade esta relacionada a uma hiperatividade da amígdala e hipoatividade do córtex pré-frontal, alterando a regulação emocional.

Algumas evidencias demonstraram uma desregulação a nível de neurotransmissores, principalmente envolvendo a deficiência de serotonina e GABA. A redução destes causam uma maior excitabilidade cerebral, baixa concentração, mau humor, dificuldade para dormir, ansiedade ou ate mesmo depressão.

Acredita-se que os transtornos de ansiedade ocorram devido a alterações da regulçao  dos receptores benzodiazepínicos no complexo do receptor A do acido gama-aminobutirico (GABA) (2)

Nutrientes chaves (Vit. B, Vit. C, magnesio, zinco) regulam a resposta ao estresse pela sua participação na na produção de neurotransmissores, incluindo serotonina, noradrenalina e dopamina. (5) Sendo que o estresse cronico pode depletar esses nutrientes, e por fim, diminuir a síntese de neurotransmissores, aumentando o risco de casos graves de ansidade. (5)

Níveis elevados de estresse também estão associados a ansiedade, sendo correlacionado  a ansiedade a uma desregulação do eixo HPA. (Hipotálamo-pituaria-adrenal).   Com a desregulação do eixo HPA, os níveis de cortisol aumentam e diversos estudos apontam que indivíduos ansiosos e depressivos contem seus níveis de cortisol séricos elevados.

Em mulheres, o “status” da família, e depressão são associadas a ansiedade (1)

Transtornos de ansiedade são frequentemente não diagnosticados (1)

 Estudos mostraram que a ansiedade em idosos é associada ao declínio cognitivo influenciando no aparecimento da demência. (1)

Doenças crônicas como desordens gastrointestinal, diabetes, hipertensão também já foram associadas a piora dos sintomas da ansiedade. (1)

A Atv. Física regular se mostrou capaz de reduzira ansiedade devido a sua modulação no eixo HPA e devido ao aumento de BDNF (Brain-derived neurotrophic factor)  e de B-endorfina (1)

O cigarro gera o aumento do ACTH -> Cortisol. (1)

Depressão e ansiedade são ate duas vezes mais comuns em mulheres do que em homens, provavelmente sofrendo influencia dos hormônios sexuais femininos, visto que essa diferença só é percebida a partir da puberdade. (3)

Ansiedade e ganho de peso:

Acredita-se que a relação entre os transtornos de ansiedade e o ganho de peso sejam decorrentes de desordens do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal que contribuem para a desregulação do apetite e para o aumento de peso subsequente em indivíduos estressados. (4)

Ansiedade e sono:

(+Sobre o sono)

Um outro estudo encontrou que a qualidade do sono e a sonolência diurna foram significativamente associadas ao distúrbio do humor (depressão e ansiedade) e ao comprometimento da qualidade de vida. (4)

Um estudo realizado na Austrália avaliando o sofrimento psíquico, incluindo ansiedade, mostrou que há um aumento do risco de 14% a cada a hora a menos de sono, tendo como base 8h/dia. (4) Enquanto que nenhum relação foi encontrada naqueles que dormem 9h/dia. (4)

Doença celíaca:

(+Sobre a doença celíaca)

A maioria das evidencias relata uma alta prevalência de ansiedade entre os portadores da doença celíaca. (10) Porém, a dieta sem glúten parece ter um efeito benéfico nessa população.(10)

Acredita-se que o quadro de ansiedade esteja relacionado a má absorção de nutrientes, responsável por diversas deficiências, além da hiper homocisteinemia. Sendo assim, a correção desses problemas através da dieta sem glúten parece influenciar no quadro de ansiedade. (10)

Referências bibliográficas:

1- Masana MF, Tyrovolas S, Kolia N, Chrysohoou C, Skoumas J, Haro JM, et al. Dietary patterns and their association with anxiety symptoms among older adults: The ATTICA study. Nutrients. 2019;11(6):1–12.

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