Camellia Sinensis L – chá verde – chá preto

Nome Cientifico:

Camellia Sinensis L

Nome Popular:

Chá verde

Parte Utilizada:

Folhas

Produtos disponíveis no mercado:

  • Extrato seco padronizado
  • Extrato seco padronizado em 50% polifenóis

Posologia:

  • Extrato seco padronizado 200-600mg/dia padronizado em 50% de polifenóis
  • Infusão: 2g/150mL 3, 4x ao dia.

Contraindicações / Efeitos adversos:

  • Pequeno elevação de PA
  • possível hepatotoxicidade 140 a 1000mg de EGCG/d
  • Sintomas gástrico
  • Estimulação do SNC (cafeina)

Interação medicamentosa:

  • Estatinas (com uso do chá verde de forma aguda) mas cronicamente não.
  • betabloqueador (reduz o efeito do medicamento)
  • varfarina: reduz a ação
  • tracolimus (imunossupressor): aumenta a expressão

Principais Indicações:

  • Emagrecimento
  • Dislipidemia
  • Doença arterial coronariana
  • Síndrome Metabólica
  • Memoria
  • Função cognitiva
  • Câncer
  • Hiperplasia benigna prostática
  • Diabetes

Emagrecimento:

(+Sobre o Emagrecimento)

Conclui-se que o consumo de duas porções extras de catequinas leva a melhorrias na composição corporal e reduz a gordura abdominal de indivíduos com moderado sobrepeso. (1)

Foi visto que a mistura catequina-cafeína além de aumentar o gasto energético, foi também capaz de aumentar a oxidação de gordura. (1)

Um mecanismo proposto em estudos animais seria que as catequinas presentes nos chás são capazes de se ligar aos lipídeos da dieta promovendo uma redução na sua absorção. (1)

Além disso, elas podem estar associados a redução da atividade de enzimas ligadas tanto à síntese de ácidos graxos quanto à de degradação dos lipídios no fígado. (1)

Um estudo avaliou a suplementação de 300mg de EGCG/dia, e apesar de não terem encontrado um aumento no gasto energético, os autores encontraram uma maior oxidação de gordura (menor quociente respiratório), concluindo que a epigalocatequina-3-galato tem o potencial de aumentar a oxidação de gordura em homens, podendo contribuir na luta contra a obesidade. (11)

Outro trabalho avaliou a co-ingestão de EGCG e cafeína nas respostas termogênicas de uma exposição ao frio por 3h, sendo utilizado 1600mg de EGCG e 600mg de cafeína. Nesse estudo foi encontrado uma redução da intensidade dos tremores relativos ao frio, com um aumento do gasto energético, indicando que as vias termogênicas sem tremores podem ser significativamente estimuladas em adultos humanos. (12)

Já outro trabalho, avaliou a utilização de 600mg de catequinas associados a 70mg de cafeína, ou placebo e cafeína, avaliando o uso agudo e o uso crônico. De forma aguda, o gasto energético foi maior no grupo das catequinas, permanecendo elevado por 30-90minutos, porem foi um efeito leve. De forma crônica foi visto um potencial aumento no recrutamento do tecido adiposo marrom em adultos saudáveis no frio. (13)

Dislipidemia:

(+Sobre a dislipidemia)

Reduz peroxidação lipidica

reduz absorção do colesterol

ativa AMPK

Inibe a HMGCOA redutase

redução absorção de sais biliares

Se o objetivo for diminuir absorção de colesterol – antes das refeições, mas lembre que ele atrapalha a absorçãod e micronutrientes como o ferro.

Se for inibir a síntese endógena de colesterol – ofertar a noite. observar  pois tem cafeína.

Doença arterial coronariana – DAC:

(+Sobre a DAC)

O aumento no consumo de chá verde de 1 xicara/dia foi associado  a uma diminuição de 10% no risco de se desenvolver a DAC. (1)

Síndrome metabólica:

(+Sobre a síndrome metabólica)

Estudos epidemiológicos demonstram o papel benéfico do consumo de chá verde em fatores de risco associados à síndrome metabólica. (1)

Um estudo reportou que indivíduos que consumiam entre 3-4 xicaras de chá por dia tinham menor risco de ter DM2 do que os que não consumiam a bebida. (1)

Foi visto que os polifenóis do chá verde oram capazes de inibir a enzima catecol-O-metiltransferase, responsável pela degradação da norepinefrina, um neurotransmissor envolvido no aumento da termogênese e oxidação de lipídios. (1)

Outros estudos sugerem  que as catequinas são capazes de exercer benefícios em indivíduos com alterações no metabolismo da glicose, com benefícios sobre os níveis de LDL. (1)

Dentre os possíveis mecanismos de ação estão a redução da absorção intestinal de colesterol, a diminuição da síntese e a modulação de LDL-c pelo receptores hepáticos. (1)

Também tem-se sugerido que haja a inibição da diferenciação de adipócitos, supressão da expressão de molecular lipogênicas e indução da oxidação de ácidos graxos com diminuição da concentração de malonil-CoA. (1)

Memoria:

(+Sobre a memoria)

O chá verde atua inibindo a (acetilcolinaesterase) enzima que degrada a acetilcolina na fenda sinaptica. E isso poderia trazer benefícios relacionados a memoria.  (2)

Função cognitiva:

(+Sobre a Cognição)

Já existem estudos em humanos mostrando que o chá verde pode ajudar na melhora cognitiva.  (6)

Câncer:

(+Sobre o Câncer)

Estudos em animais tem mostrado que o chá e seus constituintes podem inibir a tumorigênese em diferentes órgãos (pulmão, cavidade oral, esôfago, estomago, intestino delgado, cólon, pele, fígado, pâncreas, bexiga, próstata e glândulas mamarias). (1)

As espécies reativas de oxigênio por terem papel fundamental na carcinogênese, tem demonstrado a importância dos chás e do papel antioxidante das catequinas na prevenção do câncer. (1)

Hiperplasia Prostática Benigna:

(+Sobre a Hiperplasia)

Foi visto que algumas catequinas especificas do chá verde demonstraram a habilidade de inibir a 5-alfa-redutase, e especificamente a epigalocatequina-3-galato inibiu o crescimento da próstata em ratos. (9)

Diabetes:

(+Sobre o diabetes)

O principal mecanismo associado a melhora da glicemia é devido ao seus efeitos antioxidantes, anti-inflamatório, na inibição da absorção de glicose (SGLT-1), no aumento da captação de glicose (+ GLUT4), e na melhora do metabolismo lipídico e do tecido adiposo.

Uma meta-analise avaliou o consumo da camelia sinensis na forma de chá, e mostrou queo consumo de chá, 3 ou mais xicaras por dia, foi associado a um menor risco de diabetes. (10)

Chá verde:

Produção:

A produção de chá verde representa em torno de 20% da produção mundial de chá, sendo os principais consumidores China, Coreia e Japão. (1)

Seu principal composto bioativo é são as catequinas. (1)

– 386mg por 5 meses – Reduziu os sintomas da influenza em 32%

– 35% menor duração da gripe.

-Não trouxe prejuízos em relação as adaptações do treinamento devido as ações anti-inflamatórias e antioxidantes. Quando consumidos próximos a Atv. física

– reduz a pressão arterial.

– bom para diabetes.

  • Os principais  constituintes do chá verde são:
  • Catequinas (2)
    • Epigalocatequina-3-galato (EGCG): A mais abundante e ativa. (2)
  • Flavonoides (2)
  • Flavonas (2)
  • A absorção intestinal (biodisponibilidade) das catequinas em humanos é muito baixa, algo próximo a 1,68% devido a estrutura física dessas moléculas. (2)
  • Essa absorção é aumentada quando o extrato e consumido em jejum (estômago vazio).
  • A concentração sérica máxima normalmente é encontrada 2h após sua ingestão. (2)

Mecanismos de ação:

  • A suplementação de EGCG aumenta a oxidação de gorduras pela regulação positiva de AMPK-α no fígado e no músculo. (2)
  • Aumentam a fosforilação da enzima HSL, através da via dependente de PKA. (2)
  • Inibe a fosforilação do inibidor da via do NF-κβ, reduzindo a inibição dos PPAR resultando no aumento da expressão de enzimas envolvidas no metabolismo lipídico como a acil-CoA oxidase e acil-CoA desidrogenase de cadeia média, com consequente aumento da betaoxidação. (2)

Recomendações nutricionais:

  • Uma xícara de extrato de chá verde contém aproximadamente 50mg de EGCG. (2)
  • Os efeitos da EGCG só foram evidentes em doses superiores a 400mg em humanos. (2)
  • A dose para toxidade aguda é estimada em 8g/dia de extrato de chá verde. (2)

Consumir pelo menos 30 min antes das refeições, evitando seu consumo após as 18h.

O chá verde ganhou fama por ajudar no emagrecimento devido a ECGC (epigalo-catequina-galato) que tem a capacidade de inibição da COMT (enzima catecol-metil-transferase) que, quando inibida sinaliza para uma maior secreção de catecolaminas. A adrenalina estimula a lipólise, tendendo a uma maior taxa de oxidação de gordura.

Porém para se obter o efeito esperado é necessário um alto consumo, ainda sim levando a um pequeno aumento na termogênese.  Além disso ele possui também efeito diurético correlacionado a sua capacidade anti-inflamatória, melhorando o perfil dos mineralocorticoides, como a aldosterona.

O chá verde aumenta a clareza mental e o desempenho nas tarefas que exigem concentração e vigor. (5)

Adicionar açúcar ou mel nos chás diminui sua  atividade antioxidantes, sendo a adição de mel a mais prejudicial, seguido pelo açúcar. Foi estudado também a adição de estevia, mas não foi encontrado nenhum efeito prejudicial em relação à atividade antioxidante dos chás. (3)

Já a adição do leite, que é muito comum em diversos países, foi encontrada uma diminuição da atividade antioxidante.   A ligação entre as moléculas do  leite (a caseina) com o chá reduz a habilidade do chá em doar átomos de hidrogênio, que se ligariam e estabilizariam os radicais livres. (3)

O consumo das catequinas do chá foram associadas a diminuição da produção de glicose e, consequentemente melhorando sua regulação sanguínea e as concentrações de insulina no sangue. (3)

A quantidade de cafeína contida no chá verde gira em torno de 32,5 mg/g de erva. (4)

O chá verde é um produto natural não fermentado proveniente das folhas da planta Camellia Sinesis. Ele contem compostos fenólicos, dentre eles as catequinas que correspondem a aproximadamente 30% do peso seco da Camelia Sinesis. (5)

As quatro principais catequinas são:

  • Epicatequina  (EC) (5)
  • Epicatequina Galato (ECG) (5)
  • Epigalocatequina (EGC) (5)
  • Epigalocatequina 3 galato (EGCG) – A mais abundante. (5)

Além das catequinas, o chá verde também possui cafeína, um composto químico que compreende cerca de 2 a 5% do material extraível em água da planta. (5)

As catequinas podem atuar inibindo a catecol-O-metil-transferase (COMT), uma enzima responsável pela degradação da noradrenalina. Então acredita-se que níveis aumentados de noradrenalina elevam o gasto energético de repouso. (5)

O chá verde também pode estimular hormônios sacietógenos, como o GLP-1, que alem de contribuir para a perda de peso retardando o esvaziamento gástrico e aumentando a saciedade,, também auxilia no controle da glicemia. (5)

O grupo de estudos do Prof. Jeukendrup mostrouque a ingestão aguda de 3 capsulas de extrato de chá verde contendo aproximadamente 890 mg de polifenois e 366mg de EGCG elevou a oxidação de gordura durante o exercício de intensidade moderada. Alem disso o estudo também mostrou que o extrato pode aumentar a sensibilidade a insulina em 13 %, melhorando a tolerância glicose em homens jovens e saudáveis. (5)

 Os constituintes fenólicos do chá podem estimular as células β-pancreáticas a secretarem insulina, alem de induzir o aumento da captação de glicose no músculo esquelético por meio da translocação do GLUT-4. (5)

São necessárias pesquisas que comprovem a  eficácia do chá-verde no meio esportivo e que avaliem seu efeito com diferentes dosagens tempo de ingestão e grau de adiposidade em praticantes de atividade física e atletas. (5)

Chá preto:

O consumo de chá preto foi associado a um menor risco de prejuízos cognitivos, prevenindo a demência. (1)

Adicionar açúcar ou mel nos chás diminui sua  atividade antioxidantes, sendo a adição de mel a mais prejudicial, seguido pelo açúcar. Foi estudado também a adição de estevia, mas não foi encontrado nenhum efeito prejudicial em relação à atividade antioxidante dos chás. (7)

Já a adição do leite, que é muito comum em diversos países, foi encontrada uma diminuição da atividade antioxidante.   A ligação entre as moléculas do  leite (a caseina) com o chá reduz a habilidade do chá em doar átomos de hidrogênio, que se ligariam e estabilizariam os radicais livres. (7)

O consumo das catequinas do chá foram associadas a diminuição da produção de glicose e, consequentemente melhorando sua regulação sanguínea e as concentrações de insulina no sangue. (7)

A quantidade de cafeína contida no chá preto gira  entre 41,5 – 67,4 mg/g de erva. (8)

O chá preto apresentou propriedades similares de hidratação à água, quando consumido ate 6 xícaras  /dia, que ofereceria algo entre 168 e 252 mg de cafeína.  (8)

Referências bibliográficas:

1- Philippi ST, Pimentel CV de MB, Elias MF. Alimentos Funcionais e compostos bioativos. 1a. São Paulo: Manole; 2019. 893 p.

2- Lancha Jr. AH, Rogeri PS, Pereira-Lancha LO. Suplementação Nutricional no Esporte 2a Ed. 2a. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2019. 266 p.

3- Korir MW, Wachira FN, Wanyoko JK, Ngure RM, Khalid R. The fortification of tea with sweeteners and milk and its effect on in vitro antioxidant potential of tea product and glutathione levels in an animal model. Food Chem [Internet]. 2014;145:145–53. Available from: http://dx.doi.org/10.1016/j.foodchem.2013.08.016

4- Ruxton CH, Hart VA. Black tea is not significantly different from water in the maintenance of normal hydration in human subjects: Results from a randomised controlled trial. Br J Nutr. 2011;106(4):588–95.

5- Lancha Jr. AH, Longo S. Nutrição do Exercicio Físico ao Esporte. 1a. São Paulo: Manole; 2019. 262 p.

6- Kakutani S, Watanabe H, Murayama N. Green tea intake and risks for dementia, Alzheimer’s disease, mild cognitive impairment, and cognitive impairment: A systematic review. Nutrients. 2019;11(5).

7- Korir MW, Wachira FN, Wanyoko JK, Ngure RM, Khalid R. The fortification of tea with sweeteners and milk and its effect on in vitro antioxidant potential of tea product and glutathione levels in an animal model. Food Chem [Internet]. 2014;145:145–53. Available from: http://dx.doi.org/10.1016/j.foodchem.2013.08.016

8- Ruxton CH, Hart VA. Black tea is not significantly different from water in the maintenance of normal hydration in human subjects: Results from a randomised controlled trial. Br J Nutr. 2011;106(4):588–95.

9- Liao SS, Hiipakka RA. Selective-Inhibition of Steroid 5 α-Reductase Isozymes by Tea Epicatechin-3-Gallate and Epigallocatechin-3-Gallate. Biochem Biophys Res Commun [Internet]. 1995 Sep;214(3):833–8. Available from: https://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S0006291X85723625

10- Yang J, Mao Q-X, Xu H-X, Ma X, Zeng C-Y. Tea consumption and risk of type 2 diabetes mellitus: a systematic review and meta-analysis update. BMJ Open [Internet]. 2014 Jul 22;4(7):e005632–e005632. Available from: https://bmjopen.bmj.com/lookup/doi/10.1136/bmjopen-2014-005632

11- Boschmann M, Thielecke F. The Effects of Epigallocatechin-3-Gallate on Thermogenesis and Fat Oxidation in Obese Men: A Pilot Study. J Am Coll Nutr [Internet]. 2007 Aug;26(4):389S-395S. Available from: http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/07315724.2007.10719627

12- Gosselin C, Haman F. Effects of green tea extracts on non-shivering thermogenesis during mild cold exposure in young men. Br J Nutr [Internet]. 2013 Jul 28;110(2):282–8. Available from: https://www.cambridge.org/core/product/identifier/S0007114512005089/type/journal_article

13- Yoneshiro T, Matsushita M, Hibi M, Tone H, Takeshita M, Yasunaga K, et al. Tea catechin and caffeine activate brown adipose tissue and increase cold-induced thermogenic capacity in humans. Am J Clin Nutr [Internet]. 2017 Apr;105(4):873–81. Available from: https://academic.oup.com/ajcn/article/105/4/873-881/4569724