Câncer:

Última atualização: 03/04/2021

Diagnóstico:

Alterações bioquímicas:

Sinais e sintomas:

Objetivo do tratamento:

Tratamento médico:

 Farmacologia:

Terapia nutricional:

Resumo:

Suplementação nutricional:

  • Creatina (1,2)
  • Ômega-3 (3)

Orientações nutricionais (Orientações p/ os pacientes):

Compostos bioativos:

(+Sobre compostos Bioativos)

Os compostos bioativos e alimentos funcionais parecem ser capazes de melhorar o sistema antioxidante natural do organismo, por eliminar os radicais livres de oxigênio e nitrogênio, protegendo e reparando o dano do DNA, bem como modulando as vias de transdução de sinal e a expressão genica. (3) As principais vias afetadas por compostos bioativos e alimentos funcionais incluem as vias pró-inflamatórias reguladas pelo fator nuclear kappa B, citocinas e quimiocinas. (3)

Porém, é difícil determinar qual é o nutriente mais importante para ditar a resposta biológica geral. (3)

Os compostos bioativos podem atrasar ou impedir o processo de carcinogênese por múltiplos mecanismos, tais  como desintoxicação aumentada do cancerígeno intermediário por meio da indução de enzimas metabolizadoras de fase 2, ativação carcinogênica reduzida pela supressão de monooxigenases dependentes do citocromo p450, promoção seletiva da apoptose em células cancerosas, perturbação na progressão do ciclo celular e inibição da angiogênese e metástase. (3)

Compostos organossulfuretos:

Os efeitos anticancerígenos desses compostos foram documentados em cânceres da cavidade oral, faringe, laringe, mama, esofágico, ovário, gástrico, colorretal, próstata e câncer renal. (3)

In vitro e In vivo, estes compostos inibem a proliferação celular e induzem à apoptose em células cancerígenas por causarem a paralisação do ciclo celular. (3)

Alho:

(+Sobre alho)

Os benefícios do Allium são atribuídos a compostos contendo enxofre, conhecidos como compostos de organossulfureto que são os responsáveis pelo odor e pelo sabor característico do alho, assim como por algumas de suas ações biológicas. (3)

Flavonoides:

A propriedade antioxidante dos flavonoides apresenta um efeito inibidor de carcinogênese por inibir o crescimento tumoral, a angiogênese tumoral e a invasão celular. (3)

Quercetina:

(+Sobre a Quercetina)

A quercetina é o flavonoide mais consumido na dieta humana. (3) Suas ações em nível molecular incluem efeitos antioxidantes, bem como a capacidade de modular várias vias enzimáticas. (3)

Curcumina:

(+ Sobre a cúrcuma)

A curcumina é um membro da família dos compostos curcuminoides, e sua atividade antioxidante tem sido atribuída aos seus grupos hidroxil e metóxi.

Diversos estudos caracterizaram a ação anti-inflamatória da curcumina, aliada à ação antibacteriana, antifúngica e antitumoral. (3)

Ela tem demonstrado ser um agente de hipometilação de DNA no câncer de cólon, próstata e mama, servindo assim, como agente quimiopreventivo. (3)

Um estudo mostrou resultados interessantes com a administração de uma dieta rica em acido docosa-hexaenoico (DHA) junto com a curcumina. Foi visto um efeito sinérgico no tratamento combinado.  (3)

Licopeno:

O licopeno é outro composto bioativo com atividade antioxidante relacionada a sua ação anticarcinogênica. (3)

Encontrado em alimentos de cor vermelha, como tomates, melancia, goiaba, papaia, molhos, sucos e pastas de tomate, incluindo ketchup. (3)

Em relação a biodisponibilidade, o tomate apresenta a maior biodisponibilidade quando ingerido em molho do que quando consumido ao natural. Ao que parece, o processamento térmico dos alimentos, como no caso do tomate, favorece sua biodisponibilidade, pois rompe a parede celular e permite a extração dos cromoplastos (pigmentos). (3)

Selênio e vitamina E:

(+Sobre o selênio) (+Sobre a vit. E)

Ambos demonstraram exercer efeitos sinérgicos na indução de apoptose em células de câncer de próstata humano. (3)

Essa sinergia é explicada pela capacidade de modificar as de sinalização distintas da ativação da caspase. (3)

Ômega-3:

(+ Sobre o ômega-3)

O consumo de óleo de peixe foi associado a diminuição do risco de câncer em vários modelos animais, sendo esses efeitos modulados por alterações no sistema imune. (3)

Creatina:

(+Sobre a creatina)

Há evidencias de presença da CK em células tumorais, sugerindo o envolvimento energético do sistema Cr/CK/PCr no câncer. (2) De fato, estudos in vitro e em roedores demonstraram que a suplementação de creatina poderia desempenhar um efeito protetor no crescimento de células tumorais. (2)

Tem sido citado que um dos mecanismos para essa diminuição é devido a redução da atividade da via glicolítica do tumor, por meio do aumento nas concentrações de PCr. (2) Observou-se uma diminuição no crescimento tumoral e, a medida que a dose de creatina aumentava, o crescimento tumoral era ainda mais atenuado. (2)

Contudo, os pesquisadores encontraram efeitos positivos sobre o crescimento tumoral apenas nos tumores cuja atividade da CK era aumentada. (2) Em modelos cujos tumores eram menos agressivos ou possuíam uma alta expressão da CK, a creatina pareceu atenuar o crescimento tumoral. Em contrapartida, em modelos que envolvem tumores mais agressivos ou com baixa atividade da CK, a creatina não parece afetar o crescimento tumoral. (2)

Além disso, tem sido mostrado em  estudos em ratos, que a creatina foi capaz de aumentar a disponibilidade energética para células de defesa, sendo uma grande aliada na luta contra o câncer. (1)

Foi encontrado um aumento na expressão gênica de receptores de creatina nas células imunes contra o câncer – CrT. A expressão desse gene é importante para a demanda energética das células, sendo sua ausência associada a doenças musculares e neurológicas.(1)

A deficiência de creatina em animais com câncer diminui a eficiência do sistema imune. (1)

Os efeitos foram vistos principalmente no Câncer de colón. (1)

As células T executam o principal papel na resposta imunológica contra as células cancerígenas. Porém, sua manutenção exige grande demanda de energia na forma de ATP. (1)

As células T competem com as células do câncer na utilização de metabólitos, como glicose, aminoácidos e lipídios, muitas vezes limitando seu poder de ação. (1)

Devido a essa competição, o uso de creatina se mostrou benéfica a favor das células T em ratos. (1)

Outros tratamentos:

Fisiopatologia:

Fatores de risco:

  •  

Fisiopatologia:

A inflamação é uma resposta fisiológica do organismo ao dano tecidual local ou a uma infecção. Quando ocorre um processo inflamatório de forma descontrolada e persistente, pode ocorrer o aumento do risco de câncer. (3)

Nesse sentido, a base para a terapias antioxidantes consiste no reequilíbrio no ambiente redox e no restabelecimento da alteração existente em vias de sinalização celular. (3)

Referências bibliográficas:

1- Di Biase S, Ma X, Wang X, Yu J, Wang YC, Smith DJ, et al. Creatine uptake regulates CD8 T cell antitumor immunity. J Exp Med. 2019;216(12):2869–82.

2- Gualano B. Suplementação de Creatina. 1a. São Paulo: Manole; 2014. 157 p.

3- Philippi ST, Pimentel CV de MB, Elias MF. Alimentos Funcionais e compostos bioativos. 1a. São Paulo: Manole; 2019. 893 p.