Comportamento alimentar:

Última Atualização: 20/09/2021

Televisão e Alimentação:

O estudo mostrou que comer com a TV ligada gerou um aumento de 255 kcal por refeição.  (1)

O estimulo visual aumenta a ingestão de alimento. (1)

Foi visto que houve um aumento na velocidade com que cada mordida era dada com a televisão ligada, e houve também uma diminuição no intervalo entre os pedaços de pizza. (1)

Não houve ligação entre a necessidade calórica e a ingestão. (1)

Tedio e Alimentação:

A teoria da consciência objetiva sugere que as pessoas durante o tédio focam sua atenção na discrepância entre seu “eu” atual e o seu “eu” ideal. (2) Pessoas entediadas notam uma falta de propósito em seu estado atual e seu contraste com seu estado ideal, e buscam de alterar esse foco em si mesma. (2)

O tédio já foi relacionado com diversas desordens alimentares. (2)

Foi visto que o tédio foi capaz de aumentar o consumo de lipídio, carboidrato e proteína, gerando um consumo extra de 100kcal para cada desvio padrão na escala de tédio. (2)

Foi visto também que houve um maior desejo no consumo de lanche por aquelas pessoas que possuem um maior nível de autoconsciência. (2)

Foi sugerido também que o tédio não aumenta o desejo por qualquer tipo de comida, mas por comidas não saudáveis, principalmente alimentos que geram excitação  e/ou estímulos. (2)

Os efeitos foram vistos com o tédio, mas não com a tristeza. (2)

Comer devagar:

Estudos tem mostrado que inúmeros fatores não nutricionais, como o numero de refeições, a  velocidade da refeição, já foram associados a maior risco cardíaco. (3)

O comer rápido foi associado com um aumento no IMC e com um maior risco de obesidade. Já o comer devagar foi associado a menor prevalência de obesidade, IMC, e circunferência de cintura.  (3)

Um consumo elevado de energia em um curto período de tempo  pode interferir na sinalização de saciedade, levando a um maior consumo de energia com consequente aumento de peso. (3)

É sugerido que o comer rápido pode contribuir no atraso da sensação de saciedade, quando comparado às pessoas que comem devagar, que consequentemente gera uma maior ingestão calórica. (3)

Estudos mostraram que indivíduos que relataram comer mais rápido, também tinham uma maior prevalência da hipertrigliceridemia quando comparados aos comedores lentos. (3)

Proximidade e Visibilidade:

Um Estudo mostrou que a proximidade e a visibilidade de vegetais e frutas pode ser capaz de influenciar o consumo alimentar. (4)

Foi visto que frutas e vegetais que ficam próximos às pessoas e visíveis tendem a serem mais consumidos, enquanto produtos “escondidos” e distante tendem a não serem tão consumidos. (4)

Referências bibliográficas:

1- Blass EM, Anderson DR, Kirkorian HL, Pempek TA, Price I, Koleini MF. On the road to obesity: Television viewing increases intake of high-density foods. Physiol Behav. 2006;88(4–5):597–604.

2- Moynihan AB, van Tilburg WAP, Igou ER, Wisman A, Donnelly AE, Mulcaire JB. Eaten up by boredom: Consuming food to escape awareness of the bored self. Front Psychol. 2015;6(APR):1–10.

3- Paz-Graniel I, Babio N, Mendez I, Salas-Salvadó J. Association between eating speed and classical cardiovascular risk factors: A cross-sectional study. Nutrients. 2019;11(1):1–10.

4- Privitera GJ, Creary HE. Proximity and Visibility of Fruits and Vegetables Influence Intake in a Kitchen Setting Among College Students. Environ Behav. 2013;45(7):876–86.