Inflamação:

A inflamação é uma resposta normal do sistema imune, que se mantida, pode se tornar danosa ao próprio organismo, gerando uma serie de consequências e doenças inflamatórias. (3)

A inflamação é definida como uma resposta biológica a uma alteração estressante no organismo que cause danos a células ou tecidos, causada por fatores físicos (como queimaduras, radiação, contusões), químicos (ácidos, alérgenos, alcalinos) e bioquímicos (parasitas, microorganismos, endotoxinas). (2)

Geralmente ela é dividida em inflamação crônica ou aguda.

Inflamação aguda:

Na inflamação aguda as células do sistema imune são ativadas e migram para o local do dano, liberando fatores de crescimento, citocinas, espécie reativa de oxigênio (ROS) e espécies reativas de nitrogênio (RNS). (2)

Inflamação crônica:

a inflamação crônica acontece quando a inflamação aguda não é totalmente resolvida. (2)

A condição inflamatória quando crônica participa da patogênese de uma serie de doenças, como a asma, aterosclerose, o câncer, o Alzheimer, e o Parkinson. (2)

Vias associadas a inflamação:

Diversas vias de sinalização ja foram associadas com a inflamação, dentre elas temos:

  • NFk-B (2)
  • (AP)-1 (2)
  • PPAR (2)
  • Nrf2 (2)
  • MAPKs (2)
  • PTKs (2)
  • PI3K/Akt (2)
  • Ubiquitin-proteasome system (2)

Inflamação sistêmica e resposta de fase aguda:

Quando a produção de TNF-α, Il-1β, Il-6, em um sitio de inflamação é alta, os níveis séricos destas citocinas aumentam, e efeitos sistêmicos são deflagrados.(1) Dentre eles estão febre, mal-estar, dores musculares e diminuição do apetite. (1)

Além disso essas citocinas atuam sobre hepatócitos aumentando a síntese de proteínas de fase aguda positiva, entre as quais a ferritina, PCR, MBL, bem como para diminuir a síntese das proteínas de fase aguda negativa, incluindo albumina e proteína ligadora de retinol (RBP). (1)

O ferro ligado a transferrina diminui como resultado da síntese aumentada de hepcidina. A hepcidina bloqueia a reciclagem normal do ferro ligado à transferrina pelos macrófagos, com consequente aumento dos níveis intracelulares e diminuição dos níveis séricos de ferro. (1)

A inflamação crônica pode resultar em anemia da doença crônica, por meio da diminuição da disponibilidade de ferro para eritropoiese. Os níveis séricos de zinco também diminuem durante a resposta de fase aguda. (1)

O metabolismo de macronutrientes é igualmente afetado durante a resposta de fase aguda, com níveis elevados de triglicerídeos séricos, β-oxidação diminuída e gliconeogenese aumentada. (1)

Alimentação e inflamação:

Inflamação pós-prandial faz parte da resposta normal do organismo ao estresse gerado nas células com a ingestão de alimentos. (3) E os nutrientes parecem capazes de modular o status inflamatório dos seres humanos. (3)

A maior parte das doenças inflamatorias cronicas são extremamente influenciadas pela nutrição.

Referências bibliográficas:

1- Ross AC, Caballero B, Cousins RJ, Tucker KL, Ziegler TR. Nutrição Moderna de Shills na Saúde e na Doença. 11a. São Paulo: Manole; 2016. 1642 p.

2- Bhargava, P.; Mahanta, D.; Kaul, A.; Ishida, Y.; Terao, K.; Wadhwa, R.; Kaul, S.C. Experimental Evidence for Therapeutic Potentials of Propolis. Nutrients 202113, 2528. https://doi.org/10.3390/nu13082528

3- Bordoni A, Danesi F, Dardevet D, Dupont D, Fernandez AS, Gille D, et al. Dairy products and inflammation: A review of the clinical evidence. Crit Rev Food Sci Nutr [Internet]. 2017;57(12):2497–525. Available from: http://dx.doi.org/10.1080/10408398.2014.967385

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