Memória

Última Atualização: 13/10/2020

Recomendações Nutricionais:

Resumo:

  • Melissa Officinallis
  • Camellia sinensis

Tanto a melissa quanto o chá verde atuam inibindo a (acetilcolinaesterase) enzima que degrada a acetilcolina na fenda sináptica. E isso poderia trazer benefícios relacionados a memória.  (1)

Fisiologia:

Memórias são armazenadas no cérebro pela variação da sensibilidade básica da transmissão sináptica entre neurônios, como resultado de atividade neural previa. (2)

Traços de memórias: são vias novas ou facilitadas que uma vez estabelecidas, podem ser seletivamente ativados pelos processos mentais para reproduzir as memórias. (2)

Memórias Negativas: São o tipos de informação sensorial que inundam nosso cérebro, sem consequências. Normalmente descartadas por ele através da inibição das vias sinápticas. Sendo esse processo chamado de habituação. (2)

Memórias Positivas: São as informações que entram em nosso cérebro e causam consequências importantes, como dor ou prazer. Nosso cérebro consegue realçar e armazenar esses traços mnemônicos, resultado da facilitação das via sinápticas, processo chamado de sensibilização da memória. (2)

Consolidação da memória: a memória de curto prazo se ativada repetidamente promovera mudanças químicas, físicas e anatômicas nas sinapses que são responsáveis pela memória de longo prazo. (2)

A repetição da mesma informação varia vezes na mente acelera e potencializa o grau de transferência da memória a curto prazo para a memória a longo prazo, acelerando e aumentando a consolidação. (2)

É mais fácil uma pessoa lembrar de pequenas quantidades de informação, estudadas profundamente, do que grandes quantidades superficialmente. (2)

Novas memórias são comparadas com antigas de modo que o cérebro preza em guardar as diferenças e semelhanças e não a nova informação em si. (2)

Classificação das memórias:

Memória de curto prazo: duram segundos ou no máximo minutos se não forem convertidas. (2)

Memórias de prazo intermediário: duram por dias ou semanas e desaparecem (2)

Memórias de longo prazo: Podem ser armazenadas por anos, e até por uma vida. Acredita-se que elas resultem de alterações estruturais reais e não apenas químicas nas sinapses, realçando ou suprimindo a condução de sinais.  (2)

Memória de trabalho: é a memória de curto prazo usada durante um raciocínio intelectual, mas esquecida após a finalização do trabalho. (2)

Exercícios:

Uma meta-análise mostrou que uma sessão aguda de exercícios, apesar de obter efeitos pequenos, já é capaz de melhorar a memória. (3)

Sono e exercício:

Parece que a combinação do exercício em conjunto com a “soneca”, atingindo o sono NREM beneficia a memória mais do que o sono ou o exercício “sozinhos”. (3)

O exercício e o sono não são independentes na memória, mas agem de forma sinérgica melhorando a memória de longo prazo. (3)

Uma possibilidade para isso consiste nos efeitos do exercício sobre os processos neurais subjacentes à consolidação da memória durante o sono. (3) Acredita-se que fenômenos eletrofisiológicos (oscilações no fuso) no sono NREM estão envolvidos na consolidação da memória. (3)

Foi encontrada uma correlação positiva entre a atividade do fuso e a capacidade de reconhecimento naqueles que se exercitaram e dormiram. (3)

Referências bibliográficas:

1- Habtemariam S. Natural products in Alzheimer’s disease therapy: Would old therapeutic approaches fix the broken promise of modern medicines? Molecules. 2019;24(8):1–17.

2- Hall JE, Guyton AC. Tratado de Fisiologia Médica. 13a. Rio de Janeiro: Elsevier; 2017. 1–1176 p.

3- Mograss M, Crosetta M, Abi-Jaoude J, Frolova E, Robertson EM, Pepin V, et al. Exercising before a nap benefits memory better than napping or exercising alone. Sleep [Internet]. 2020 Sep 14;43(9):1–14. Available from: https://academic.oup.com/sleep/article/doi/10.1093/sleep/zsaa062/5814272