Óleo de coco – composição, recomendações nutricionais…

Última Atualização: 24/08/2021

A gordura do óleo de coco é comporta de 90% de ácidos graxos saturados. (1)

25% de sua gordura é composta de ácidos graxos de cadeia longa (1)

50% é considerado quimicamente como ácidos graxos de cadeia media, porem, biologicamente eles não agem como tal. Eles agem similarmente a AG cadeia longa. (1)

Estudos que mostram efeitos positivos dos triglicerídeos de cadeia media geralmente utilizam como base o  acido graxo caprílico (8:0) ou capríco (10:0), que, no óleo de coco possuem respectivamente uma concentração de 7%  e 5%, em vez do acido láurico, o principal componente do óleo. (1)

  • O  principal componente do óleo de coco é  acido láurico, um acido graxo de cadeia media, responsável pelo aumento de LDL, HDL. (Principal, mas não único) (2)
  • O óleo de coco é capaz de aumentar o LDL-C e o Colesterol total por ser um substrato para a síntese de apolipoproteina (apo)A1 e (apo)A2, moléculas chaves na formação de  HDL-C e LDL-C respectivamente. (2,3)
  • O óleo de soja, de milho, de chia, de girassol, se mostraram melhores promotores de saúde do que o óleo de coco. (2)
  • Apesar do aumento do HDL, esse efeito pode não ser relevante devido  ao aumento do consumo de gorduras saturadas. (2)
    • É questionável o baixo aumento de HDL (2 a 4 mg/dl) com a ingestão elevada de óleo de coco. (2)
  • O óleo de coco falhou como estratégia para perda de peso, termogênese ou para aumento da saciedade (controverso). (2)
  • Em relação a inflamação o óleo de coco não se mostrou inflamatório diretamente (não alterou PCR) mas é proposto uma inflamação de longo prazo devido a gorduras saturas. É controverso. (2)
  • Sozinho o óleo de coco não melhora biomarcadores cardiometabólicos. (2)
  • O leite de vaca com aveia é superior ao óleo de coco, com uma literatura muito mais significativa. (2)
  • Para que um alimento seja considerado termogenico deve haver um aumento na temperatura ou na calorimetria indireta. O óleo de coco não gerou mudanças nesses parâmetros. (2)
  • A recomendação continua sendo limitar o consumo de gorduras saturadas a 10%. (1)
  • O ponto de fumaça do óleo de coco é 177ºC – Menor do que outros.
  • O óleo de coco se mostrou melhor do que a manteiga, mas ainda sim ruim. (2)

Em uma meta-analise com 16 estudos o consumo de óleo de coco foi capaz de aumentar o colesterol LDL mais do que óleos vegetais. (1) Os esforços para reduzir os riscos cardiovasculares por meio do aumento do HDL não obtiveram sucesso, apesar de haver de fato um aumento do HDL, não houve redução do risco. (1)

O consumo de óleo de coco não resultou em alterações nos triglicerídeos. (1)

Conclusão:

Ate o momento não existe evidencias sobre os benefícios no consumo de óleo de coco visando melhora na adiposidade, glicemia ou marcadores inflamatórios. (1)

Referências bibliográficas:

1- J.G. Robinson, Lipid update 2020 – Introduction and foreword, Progress in Cardiovascular Diseases, https://doi.org/ 10.1016/j.pcad.2019.11.006.

2- Santos, H. O., Howell, S., Earnest, C. P., & Teixeira, F. J. (2019). Coconut oil intake and its effects on the cardiometabolic profile – A structured literature review. Progress in Cardiovascular Diseases.

3- Neelakantan, N., Seah, J. Y. H., & van Dam, R. M. (2020). The Effect of Coconut Oil Consumption on Cardiovascular Risk Factors: A Systematic Review and Meta-Analysis of Clinical Trials. Circulation. doi:10.1161/circulationaha.119.043052