Testosterona – Efeitos no organismo, exames bioquímicos…

Última Atualização: 06/07/2021

Exames Bioquímicos:

Não há um método padrão para a avaliação de testosterona. (1)

Na mulher:

A testosterona total e sobretudo a livre só devem ser dosadas na avaliação de Hiperandrogenismo. (2)

A dosagem de testosterona não está indicada para o diagnóstico do transtorno do interesse/excitação sexual feminino, nem para avaliação de baixa função ovariana ou adrenal porque o método de dosagem utilizado mundialmente só permite discriminar o excesso de produção de testosterona, como para o diagnóstico de tumores e/ou outras doenças que levam a acne, hirsutismo e virilização. (2)

Em concentrações <100ng/dL, os valores encontrados apresentam baixa representatividade. (1)

Idealmente, a medida da testosterona deve acontecer no período da manhã, na fase folicular do ciclo menstrual. (1)

Os testes laboratoriais de testosterona apresentam uma baixa sensibilidade e uma baixa acurácia dentro dos valores femininos normais (20-60ng/dL) (1)

No homem:

O diagnóstico de hipogonadismo requer a presença de sintomas clínicos, além da dosagem de testosterona realizada no mínimo em duas ocasiões no período da manhã na ausência de doenças agudas ou graves. (2)

Uso de testosterona:

Considerando o uso de testosterona como uma terapia, todos os risco e benefícios devem ser esclarecidos para o paciente antes da prescrição. (1)

Nas mulheres, o uso de testosterona não está aprovado no brasil, e não existem medicamentos fiscalizados por orgãos de vigilância sanitária (ANVISA) disponíveis. (2) Medicamentos aprovados para homens não são recomendados para mulheres. (1) E mundialmente não há remédios aprovados para o uso em mulheres. (1)

Nos homens, o uso da testosterona esta aprovado para o tratamento de hipogonadismo e, por curto prazo na recuperação de quadros de caquexia. (2) A testosterona não deve ser usada para libido baixa e depressão sem o diagnostico de hipogonadismo. (2)

Efeitos colaterais:

  • Aumento do coração e morte súbita (2)
  • Infertilidade (2)
  • Inflamação e pus no local de aplicação (2)
  • Acne e maior oleosidade na pele (2)
  • Ginecomastia (2)
  • Problemas hepáticos, principalmente no uso oral. (2)
  • Policitemia e risco aumentado de trombose (2)
  • Edema (2)
  • Retenção urinaria em pacientes com hipertrofia prostática (2)
  • Piora de roncos e sonolência para quem tem apneia (2)
  • Supressão transitória ou definitiva da produção de testo endógena. (2)

É importante ressaltar que o tipo e a intensidade do efeito adverso depende do tipo de andrógeno utilizado e da dosagem utilizada. (1)

Fisiologia:

A testosterona é um hormônio que também segue o ritmo circadiano, apresentando maiores níveis pela manhã e níveis menores no período noturno. (1)

Referências Bibliográficas:

1- Weiss R V., Hohl A, Athayde A, Pardini D, Gomes L, Oliveira M, et al. Testosterone therapy for women with low sexual desire: A position statement from the Brazilian society of endocrinology and metabolism. Arch Endocrinol Metab. 2019;63(3):190–8.

2- Metabologia SBE e. Efeitos do Abuso da Testosterona na Mulher e no Homem – NOTA DE ESCLARECIMENTO AOS PROFISSIONAIS DE SAUDE E À POPULAÇÃO. 2018;(21).